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日志


11月1日

ESPELHO

                                         RG EDITORIAL

 

                                                                                                             Ricardo Gerdiel

 

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 

 

                                                      ESPELHO

 

 

Reflexo refletindo o Eu desconhecido do reflexo em imagem refletida.

Sou Eu? – Ou tu? – Ou ele? – Ou quem sabe Nós? – Todos nos Eu.

Imagem do exterior encobrindo o interior, que chora, agoniza e grita:

Amo – sente – desejo – anseio e minto.

 

Mas o reflexo do Espelho é meu cúmplice; nesta cumplicidade do meu Eu indo e vindo.

 

Solidão espelhada, nas angustias das madrugadas; o Espelho a mentir a tua falta em mim.

Nesta fria solidão tu espelhas o sorrisso da espera da ilusão que nunca chega a sorrir.

Nesta existência, refletindo teus longos cabelos negros, refletem teus lábios em mim.

Espelho das Magias e Encantos, das Fabulas  das Varinhas e Estrelinhas.

 

Neste Desencanto dos Encantos, reflete o meu canto a espera e a ouvir.

Imagem de um ser, refletida sem saber; existindo no reflexo do meu ser.

Imagem da imaginação; teus seios sensuais esquentam minhas faces neste doce prazer.

 

Neste Espelho das Magias, meu olhar se preenche, meus lábios ficam quentes.Meu corpo estremece, gemendo nos sentimentos, ouvindo seus sussurros Espelhados, nas bordas da moldura deste Espelho emoldurado.

Neste frenesi do Espelho e sua Magia, adentro o reflexo do vidro embaçado, pelo ar quente de nossos lábios e só resta o ESPELHO ENCANTADO.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel < 01/11/2009

 

 

 

8月1日

MAS ATENDA MEU CORAÇÃO

                                     PROSEIRO SERTANEJO

 

                                MAS ATENDA MEU CORAÇÃO

 

 

                                                                                                   Ricardo Gerdiel

 

 

 

Ele disse sentir falta de sua alma. Não entendi.

Sentir! – Sim! – Como sentir.

A pulsação acelerada do ser em comoção.

Que comoção? – Sentimentos prateados! – Aveludados!

Perfumados! – Como? – Se exala perfume na pulsação da alma? – Não sei! – Apenas sentir.

 

Mais onde pode estar esta alma? – Não vi! – Quem é?  Para perguntar e responder.

Seu EU. – Sim! – Este Eu sofrido amando o infinito sem encontrar você.

Que besteira! – Eu falar comigo! – Só ouço o silencio da noite e a brisa fresca penetrando pela janela aberta a espera de você.

 

Ah! – Que tolice Eu sentir a presença da ausência de um ser que não existe.

A solidão traz delírios – acordem seus sentimentos sem delírios e sinta você! –

Como pode ser isto amor da alma a vir sem forma e sentido? - A loucura é louca. Mas os loucos das loucuras buscam encontrar a noite nos Delírios Delirando os açoites dos desejos vindo do coração.

 

È apenas um músculo que bate ao nascer do dia - ao entardecer – e a noite sorrateira em silencio ele pulsa – pulsando em inspiração. Que noite estranha! – Sinto a presença de uma silhueta de Mulher. Posso até descrever. Como? –

Cabelos negros iguais aos da Cabocla Jurema. Seu corpo torneado pela mão do destino mais bela que as deusas de Odin.

Olhos grandes brilhantes -  perola negras nas noites sem às estrelas.

 

Esta mulher completa? – Sim! É tua. Dada pelo destino os homens que cruzam a fronteira da realidade objetiva e invadem a Ilusão presente.

Nem sonho – nem pesadelo? – Uma simples ilusão abstrata do mundo abstrato? – Não é assim! – A forma existe. A alma tem existência própria – seu coração pulsa – tua alma clama. E ela? – Espera você.

Onde está noite de loucuras estão me levando? - Sinta os perfumes das flores – e numa parada qualquer – de uma estação qualquer – Numa rua qualquer – Encontrarás o teu desejo de satisfação.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel – Dezembro de 2007

 

6月7日

O HOMEM SKATE

                                                  RG EDITORIAL

 

                                                                                                                  Ricardo Gerdiel

 

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 < O COTIDIANO >

 

 

                                                   O HOMEM SKATE

 

 

 

 

Nas ruas comuns visualizamos, às vezes, pois a pressa não nos deixa enxergar nem  a  própria luz solar, banhando e  transmitindo seus raios sobre nossas cabeças.

E com este estado de estarmos indo ou vindo, passa despercebido fatos reais  do nosso cotidiano que se olhássemos  nos tornaríamos melhores seres humanos, mesmo que na  Antropologia não exista esta Classificação dentro dos Três Reinos.

O Homem Skate - vive em cima de um Skate. Ele é um punhado pequeno de carne com  cabeça, uma mão pequena  sem o braço  grudado ao  pescoço, e a  outra  mão com um cotoco de braço empurrando o Skate pelas  calçadas, ora estendendo a mão  para receber algumas moedas das pessoas que por ali passam.

Contudo a Natureza o fez com Mente, com esta ferramenta extraordinária Oriunda dos Animais Racionais ele pensa e sobrevive. Mesmo sabendo que sua vida será sempre este estado de existência. Não há esperança e nem conserto para os membros que faltam, e, nem tão pouco os milagres das Igrejas. O Maior milagre é ele existir e sobreviver nesta simbiose de mente, pedaços de carnes e ossos atrelados ao Skate.

Não murmura! – Mesmo porque de nada adiantaria. Mas a força e o poder desta carne pensante é tão grande que até os Ateus passam acreditar em Deus. Não precisam colocar nome ao Deus. Simplesmente todos os incrédulos da face da terra ao presenciar este quadro da vida em manifestação sobrevivendo, passaram acreditar que existe.

Este ser que denominei Homem Skate não pergunta porque existe. Simplesmente ele sabe que existe, e, tem que continuar lutando pela soberania de sua existência.

Vocês, nós, vós, eles que estão lendo esta História do Cotidiano, diante deste quadro, somos os deuses verdadeiros.Pois nos locomovemos, corremos, trabalhamos, amamos, rimos, brincamos, vemos, praticamos esportes, dançamos e prosseguimos nossas vidas sempre em busca de melhores qualidades além daquelas que já possuímos.

Mas nós: nos queixamos lamuriamos, odiamos; ficamos tristes, magoados, deprimidos, ora achamos que a vida é péssima; horrível, muitos se suicidam, outros desejam morrer ou sumir da existência deste Eterno Milagre Doce da Vida.

Lembrem-se: SOMOS PERFEITOS.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel.       E-mail < ricardogerdiel@hotmail.com >

 

5月26日

MONOLOGO < EU SOU >

                                                                      MONOLOGO

                                                                                                                         

                                                                                                                               RG EDITORIAL                                                                                                     Ricardo Gerdiel                               

 

 

                                                                         EU SOU

 

 

Eu! Quantas vezes nesta existência eu digo Eu? Não sei. Sei que o Eu Sou, esta presente nas palavras que digo EU.

Mas verdadeiramente quem Eu Sou? Não sei. Ou talvez saiba que sei sem saber que Sou.

 

Sou! Eu sei que Sou Eu, que escrevo, falo, ando, penso, articulo e expresso: Eu Sou.

 

Mas verdadeiramente o que é: Eu Sou? Um a afirmação do existir? Qual existência dizendo Eu existo?

Neste paradoxo do Eu Sou busco quem Sou. Eu! Sei que Sou. Pois sinto que Sou no Mundo dos Sós...

 

Mais que outros mundos poderiam Eu dizer Sou? Ou estes mundos Sou Eu no Universo dos pensamentos que me dirigi Eu Sou, afirmando que Sou. O que sou; sei biologicamente, Eu Sou no Mundo das Formas, esta forma de carne, músculos, ossos, peles e pensamentos. Ou os pensamentos são o verdadeiro Eu Sou? Poderia ser a idéia do Eu Sou, sendo Eu o Universo em Micro manifestação, das junções das formas químicas e elétricas? Talvez Eu seja o Eu Sou.

 

Na individualidade do Ser, me encontro sendo Eu, no contexto Sou.

Ou simplesmente sinto que Eu Sou, nas idéias e pensamentos emitidos pelas ondas celebrais do meu Eu Sou?

 

O que Sou afinal, dentro do Eu quando sinto ser o Sou Eu, verbalizando a minha própria existência. Existência do Eu Sou, e nada mais? Ou o mais está incluso no tudo do Eu Sou? E o que é o tudo? A forma do Eu Sou? Ou o conteúdo do Eu Sou? A certeza do Eu Sou é imperativa dentro do meu ser EU.

 

Sou a causa e o efeito do Eu ou o Eu é a causa da manifestação do Eu Sou?

Sou o Imperativo do Pretérito Perfeito no espelho do vácuo do tempo e espaço? Ou o tempo e o espaço estão dentro do meu Eu Sou?

Existo! Por isto Eu Sou.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel, 26/05/2009

 

 

 

1月27日

NO FUNDO DO MAR

                                                RG EDITORIAL

 

 

 

                                                                                          Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

                                                DO FUNDO DO MAR

 

 

A carência fornece a forma humana esculpida pelo tempo espelha pelas ondas dos mares do existir

Mares revoltos; e calmos também.

Turbilhões de espumas rolam em minha imaginação de menino, sem rio, nas costas dos mares em evolução.

 

Nestas ondas teus cabelos são tão negros como as penas de uma Graúna.

Tão oleosos que as ondas e o sal não desfazem o brilho – nem tampouco a sua leveza.

São macios como as pétalas das rosas que já acariciei. Sentindo a suavidade dos fios longos – e perfumados como os jardins das matas verdejantes.

 

Nesta visão completa de sua silhueta no fundo do mar, eu mergulhei. Fundo! – Muito fundo; e a distancia parecia aumentar pois, sua silhueta da mulher encantada pelas águas, pareciam não ter fim.

Entre os corais tua pele toda nua reluzia teu corpo lindo e pura.

 

Adentrastes nu abismo e aumentei minha velocidade – do nado nada percebia – mas tuas entranhas já podia contemplar. A Entrada de tua caverna estava bem próxima de mim, vi teu rosto ao virarem para trás para me ver segundo este teu ser que nem as águas podiam encobrir.

 

As bolhas flutuavam sobre nós, neste abraço e frenesi, devorava e tu a mim no fundo do mar eu pode sorrir.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

1月24日

A NOITE

                                              RG EDITORIAL

 

 

                                                                                                                                     Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

                                                       A NOITE

 

 

 

 

Diante desta escuridão sem estrelas, luar e luminares, o brilho dos pensamentos em você, clareiam, meu ser, o lugar e o espaço – espaçado sem as estrelas e o próprio luar.

Que luz incandescente és tu, que em pensamentos vibra tua luz e me seduz?

Que seduções sedosas, cheias de volúpias, vindo destes meus pensamentos em você?

 

Quem é você! – Deusa sedutora do meu espírito sem ter você.

Um pensamento da silhueta dentro de minha imaginação, vendo teu corpo esculpido, aveludado, pelos contornos das tuas vestes transparentes, mostrando a cada instante, dentro desta mente louca, loucura a ter querer.

 

Quem é você! – Formosa mulher, que espero todas as noites, nas esquinas da vida, nos bares e restaurantes e nos bailes fascinantes das madrugadas frias em pleno verão.

Que fogo sedutor e que torpor invadem meu ser em buscar do teu ser, sem saber quem é VOCÊ.

 

Como o Poeta da Noite, vago pelas marquises, ancoradouros, beira-mar – e vejo, percebo Uma Única Estrela do Mar.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

1月18日

A ESPERA

 

                       A ESPERA DE MINHA ALMA ENCANTADA

 

 

 

 

 

Quando olho as nuvens passar, sinto a tua presença a me olhar.

Este olhar doce e puro, do amor profundo, do teu coração tão belo ame encantar.

Sinfonia dos pássaros, harmonia dos seres encontrados nos labirintos das noites, da estrela Dalva a brilhar.

 

Que poema? – Não! – São meus sussurros em busca de ti, nos orvalhos das madrugadas frias. Poema! – É a loucura do meu coração, chorando, gritando em busca de ti - amor de minha vida. Sem saber quem é você nem onde estás! - Branca nuvem de paixão, desejos e seduções.

 

Meu ser exclama entre as nuvens que passam – passageiras e cristalinas, úmidas e femininas – e o teu olhar dentro das nuvens a me esperar. Esperar o tempo que passa tão depressa e sem demora e as rugas a se espalharem. Oh!  - Ventania ingrata, trás minha alma a me consolar.

 

Não levo jeito de poeta ou escritor - mas sinto o teu amor dentro do tempo com todo o seu calor. Este calor ardente de desejos e devaneios, onde os corpos estremecem no orgasmo de nós dois. Este êxtase dos amantes que esperam a cada instante o Fogo da Paixão explodir, diante do tempo – ingrato que não quer nos unir.

 

Espero-te amor meu! – Mesmo que as rugas do meu rosto transfigurem o meu corpo, mas o ser; o eterno ser estará sempre cheio de paixões e êxtase em te querer.

 

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

9月16日

ALMAS QUE VAGUEIAM

                  ALMAS QUE VAGUEIAM

 

 

Nas estradas do existir.

Duas almas buscam o seu ninho de amor.

 

Elas estão seduzidas pelo destino que as traçou, como amantes e companheiras nesta terra cheia de encanto e dor. Dores por não estarem pertos, se amando, se acariciando, neste êxtase de desejos ardentes cujas, as armadilhas do tempo às distanciaram.

 

 Longe tão longe.

 

Mais ouço os seus gemidos de ternura, saudades.

 

E, neste encontro tramado, de paixões carentes, nestes corpos ausentes, onde os pensamentos os ventos fortes levou.

Sonhos e sonhos.

 Nesta Doce Ilusão terrena, em busca de te encontra, como um passe de Mágica, dentro de um espaço, sem luz.

 

Tu apareces com tua luz.

 E começa a brilhar.

 Este brilho, tão forte, marcado por uma foto.

 

 Sim!

Uma simples foto. Me, faz, mergulhar, nesta imaginação  sedenta de paixão e começo a te amar.

 

Neste monitor transparente, coloco minha mão ardente e começo a acariciar.  Este rosto de MUSA. 

Minha MUSA!  

 

Sinto maciez de tuas faces, os seus lábios sedosos de desejos. Estes cabelos revoltos. Desenha uma deusa neste espaço do imaginário de minha mente enlouquecida por ti.

Nesta magia sedenta: de amor paixão e desejos;

 Transformo-me no SER ALADO onde nenhum pássaro com seu voou consegue atingir.

 

Neste vou ALADO.  DESTE, SER apaixonado. Não há, distância nem espaço;

Que me impeçam de trazer você para mim.

 

 

Autor - Ricardo Gerdiel

9月14日

SENTIMENTOS SENTIDOS

                                            

 

                                          SENTIMENTOS SENTIDOS

 

 

                                                                                                                         Ricardo Gerdiel

 

Quando o olhar clama – meus olhos choram e a natureza! - para me aquecer, esquenta todo o meu ser:

 

Quero você.

 

Onde está você? – Dentro da minha ilusão de amante apaixonado sem lhe ver?...

Quem é você amada minha? – Que os Rouxinóis cantam, os Sabiás entoam as sinfonias dos apaixonados em agonias, Sem os corpos ardentes, se entrelaçando nas volúpias dos desejos escondidos nas almas de nossos seres.

Secretos desejos da alma minha em busca da tua alma que chora as noites sem fim.

 

Seres carnais de desejos incontidos; sem ninho nem passarinho – Quero – Quero lhe ver.

Ver seus cabelos molhados, nas águas destas Cascatas, das matas verdejantes; entre as florestas e os montes, neste: Lindo anoitecer.

A madrugada chegou sua alma não desencantou; meu corpo quente lhe espera alma bela de prazer.

 

Nestas linhas mal traçadas, sentindo meus sentimentos sentidos, acordo da ilusão da noite, solidão companheira antiga;

Sem: corpo, alma e coração. Tu estás presente! – Minha alma ausente, deste corpo sedento de desejos e magias.

Nestas antigas madrugadas, sei que rolas na cama, seus lençóis no chão, neste seu ninho vazio, seu corpo estremece de medo da solidão.

 

Estou aqui alma minha! – A esperar seus desejos, seus beijos, seu êxtase de pura sedução.

Vem! – O tempo é curto – esta linha é fina e pode se romper.

Rompa dentro de mim. Este rompante de ternura, este rompante - rompendo às amarras das tristezas, das incertezas; E vivamos por um dia; todo o nosso amor e fantasia, desta eterna paixão de nossos sentimentos sentidos.

 

Ainda encontro você!

 

 

Autor: Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9月2日

Tua Presença

 

 

 

 

 

                                                   TUA PRESENÇA

 

                                                                                                        Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

Nos arredores de uma rua qualquer, em um lugar, numa cidade qualquer, num Estado qualquer, num país, tua presença está primeiro.

Num paraíso em flores, nas matas, cascatas e as cachoeiras tu chegas primeiro.

Nos mares e oceanos, no calor escaldante tu és a primeira.

 

Nos sorrisos dos destinos, nos labirintos das paixões, nos sorrisos desatinos, tua volúpia é a primeira.

Neste passado descompassado, sem compasso, métrica ou rimas, a rima é você.

Neste sonho do sonhado, que busca os Beija-Flores, o perfume é você.

 

 

Nos passadiços sem pontes, alongamento dos amantes, amante é você.

Nos sertões e nas flores verdejantes a viajante é você.

Você vibra amada amante, no regaço dos meus traços, triturando o meu ser.

 

Doce mulher encantada, deste simples trovador, teus desejos são os meus;

Os meus, serão os teus.

Só quero você.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

 

 

 

8月23日

Mas atenda meu coração

                                     PROSEIRO SERTANEJO

 

                                MAS ATENDA MEU CORAÇÃO

 

 

                                                                                                   Ricardo Gerdiel

 

 

 

Ele disse sentir falta de sua alma. Não entendi.

Sentir! – Sim! – Como sentir.

A pulsação acelerada do ser em comoção.

Que comoção? – Sentimentos prateados! – Aveludados!

Perfumados! – Como? – Se exala perfume na pulsação da alma? – Não sei! – Apenas sentir.

 

Mais onde esta esta alma? – Não vi! – Quem é?  Para perguntar e responder.

Seu EU. – Sim! – Este Eu sofrido amando o infinito sem encontrar você.

Que besteira! – Eu falar comigo! – Só ouço o silencio da noite e a brisa fresca penetrando pela janela aberta a espera de você.

 

Ah! – Que tolice Eu sentir a presença da ausência de um ser que não existe.

A solidão traz delírios – acordem seus sentimentos sem delírios e sinta você! –

Como pode ser isto amor da alma a vir sem forma e sentido? - A loucura é louca. Mas os loucos das loucuras buscam encontrar a noite nos Delírios Delirando os açoites dos desejos vindo do coração.

 

È apenas um músculo que bate ao nascer do dia - ao entardecer – e a noite sorrateira em silencio ele pulsa – pulsando em inspiração. Que noite estranha! – Sinto a presença de uma silhueta de Mulher. Posso até descrever. Como? –

Cabelos negros iguais aos da Cabocla Jurema. Seu corpo torneado pela mão do destino mais bela que as deusas de Odin.

Olhos grandes brilhantes -  perola negras nas noites sem às estrelas.

 

Esta mulher completa? – Sim! É tua. Dada pelo destino os homens que cruzam a fronteira da realidade objetiva e invadem a Ilusão presente.

Nem sonho – nem pesadelo? – Uma simples ilusão abstrata do mundo abstrato? – Não é assim! – A forma existe. A alma tem existência própria – seu coração pulsa – tua alma clama. E ela? – Espera você.

Onde está noite de loucuras estão me levando? - Sinta os perfumes das flores – e numa parada qualquer – de uma estação qualquer – Numa rua qualquer – Encontrarás o teu desejo de satisfação.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel – Dezembro de 2007

 

8月14日

A CONCHA E A MARÉ

                      A CONCHA E A MARÉ

 

As, ondas, dos mares revoltos trouxeram, aos meus pés, uma CONCHA.

 

Numa linda tarde ensolarada.

 

 A brisa do mar, esvoaçava os meus cabelos. Nada de diferente se apresentava.

 

Só aquela concha colorida em forma de rodamoinho esculpida pela natureza do Eterno. Imaginei como as pessoas se transformam em CONCHAS, deixando-se mostrar a beleza exterior, e oculta em seu interior todo o seu esplendor.

 

Abaixei-me lentamente, e suavemente, coloquei a CONCHA  em minhas mãos.

 

Observando o seu formado, suas linhas bem desenhadas pelo tempo e temperadas pelo sal  e as águas, notei vestígios de uma mulher. Sem nome. Sem passado!? -  Talvez! Ou talvez de tantos encantos e desencantos, resolverá nunca mais sofrer. De amor? Sim! -  Mas continua amando nesta solidão como esta CONCHA, pois os sons eu pude ouvir.

 

Coloquei a CONCHA ao ouvido e de dentro dela saía, a melodia das deusas adormecidas, neste sono de prazer.

 

Ouvia de dentro desta CONCHA as sinfonias das ondas destas marés, que baixava e subia de tom e harmonia trazendo o UNIVERSO até aqui.

 

Quantas CONCHAS estão espalhadas em forma de mulheres não amadas, nas marés das seduções e dos prazeres, tornando-se prisioneiras, como a CONCHA à espera de uma forte onda, onde jogues de encontro a mim.

 

Autor - Ricardo Gerdiel

 

7月26日

SONHO PERDIDO

                                                   RG EDITORIAL

 

 

 

                                                                                               Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

                                                           SONHO PERDIDO

 

 

 

Perdido está neste labirinto de amar. Que amor? Teu amor.

Amar é amor? Sim! – amando estou.

Mesmo em labirinto, entrelaçado do amor indo e vindo.

Quem és amante do amor do indo e vindo, estando presente e ausente na correnteza do labirinto, sem água, ondas e marolas?

 

Sou seu cavalheiro encantado pelo vento que chora noite e dia sem demora em busca de te achar.

 

Achar o amor labirinto? Ou o labirinto do amor escondido indo e vindo?

No labirinto do indo e vindo, se esconde você. Mais quem é você a se esconder neste labirinto dos ventos, paixões e desejos dos corações ardentes pedindo beijos, abraços e anseios?

 

Esta pergunta te, fiz, ao perdido labirinto de amar, escondido, não escondendo o amor, desejo, anseio, paixão e volúpia quando iniciei este dialogo com o vento vindo do labirinto, trazendo o seu perfume. Perfume mulher ardente que transcende o vento, o labirinto invade meu ser  sem saber quem é você.

 

Não! Não é sonho, pois estou acordado dentro do labirinto da mente ouvindo seus passos, seus suspiros e seus cansaços vindo de encontro a mim.

Não se apresse te espero a tanto tempo, que o tempo é um simples Dueto do vento e mim. Sim! Mim. Como nas matas verdejantes, cachoeiras e os montes, com os perfumes de Rosas e Jasmins.

 

Tu és uma Fada, no Fado das amadas suas canções sou eu.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

 

 

 

7月25日

MOENDA DO AMOR

                                            MOENDA DO AMOR

 

 

Nestes anos sofridos, moendeiro e moendo desce o liquido da vida em espuma e adocicado.

Dentro desta roldana afiada, que o tempo não para – estraçalha; a Moenda da vida não para triturando as rugas que o tempo marcou.

Não há freio na Moenda, chave ou chave ta – ela gira sem cessar os sofridos anos sem amor e pesar.

Este amor essência pura – moendeiro e moedeira; triturados pela Moenda, espaço estreito - mas o liquido passou.

Já não existe corpo ou mente; somente o encanto do amor.

Este magma do fogo apaixonado por onde a Moenda triturou.

Sinto o perfume desta essência – sinto a suavidade em meu ser; o espaço é curto e a distancia se dissipou.

O amor! – sublime amor – onde o tempo não apaga e é incolor.

Deste liquido mondado – desejado e abafado; no gemido do prazer só penso em você.

Grandes Engenhos no mundo há triturar ás rugas, a pele ressecada pelo tempo, às vezes em amarguras.

Vou me banhar neste teu liquido de essência pura. Respirar, em tuas entranhas sentindo você – toda pura.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

 

 

7月20日

O HOMEM QUE NUNCA EXISTIU

                                   O HOMEM QUE NUNCA EXISTIU

 

 

 

 

Caminhando pela vida de passos em passos, notei que só existiam as marcas do tempo por mim atravessado. Os anos se foram – os sonhos também. Só as lembranças marcadas, emolduradas pela minha mente. Mas minha mente não tem como registro nos anais da história humana quem foi, quem é ou quem será. Nas multidões incontáveis do existir-humanidade, fora como se fosse um grão, nas areias dos mares e oceanos da vida. Como encontrar este grão de areia especifica sendo o Eu?

No universo da massa humana sou mais um entre uns, milhares ou milhões de uns.

 

Notei que na proporção que iria avançando no tempo, o desaparecimento de menos um entre uns, não era percebido e nem notadas. O um que notava tudo e a todos era eu mesmo. Mas que era eu mesmo? – Um monte de carnes, nervos, músculos trepados num esqueleto de ossos? – Ou um pensamento – uma idéia da forma desta figura abstrata andando pela vida? – Uma ilusão, ilusionária, que existia sem ser visto, notado ou percebido?  - Neste desterro o vento assoprava, meu corpo sentia, meus olhos reluziam, as luzes das estrelas do noturno da noite, que não me assombrava e nem temia, pois não existia. Eram pensamentos das sombras das idéias da mente infinda que percorria o trajeto dos anos do vazio.

 

Não me achavam - não me encontravam, eu passava e ninguém via.

Ouvia os sussurros dos sons dos lábios que gemiam, não eram urros e nem palavras, grunhidos talvez se fizesse consente.

Altos prédios e milhões de casas – casebres e palafitas, visões diurna e noturna eu via.

Via os ninhos das aves nas:  árvores – postes – troncos e portais. Rochedos, montanhas; penhascos – grutas de pedras – madeiras.

Animais rastejantes – de quatro patas – herbívoros – terrestres – aquáticos – anfíbios – répteis; dragões dos sonhos das fadas, eu gritava e nada me ouvia.

 

Percebi que passaram repelente de não humanos em mim. Já existia este repelente.

Aconteciam várias vezes com os mendigos das calçadas, os catadores de lixos das ruas, e os catadores de lixo dos lixões dos Depósitos Públicos, Federais, Estaduais e Municipais. Os humanos tinham que chegar primeiro, antes dos Urubus, dos abutres – dos cachorros que comem carniças, das bactérias, dos fungos, das amebas, das giárdias, da febre amarela, do amarelão, dos mosquitos da Dengue, nas águas estagnadas e fétidas, nestes bolsões de alimentos.

 

Quando saiam destes lixões os humanos tinham adquirido o Repelente Humano para os Humanos.

Eu ainda não sei por que nos chamam de Humanos. O que é Humano?

O que é Humano Racional Inteligente? – O que é Animal Racional? – O Humano é Racional e Inteligente?

E o que é IRRACIONAL? – Não pensa! – Ou acham que não pensam?

O que é a Lógica Racional?

Uma estrela mental de um lunático racional, sendo a irracionalidade do existir, contemplando: a  Vaga - Lume na escuridão da noite sem ser visto e notado, nem ao menos pisado; eu não era o eu – eu estava no eu – sendo o eu do meu próprio EU.

De um espaço todo iluminado -  percebia ouvir música, danças milhares e milhares dos chamados humanos riam brincavam, namoravam se contorciam, gritavam, bebiam como se houvera um mundo dentro de um outro mundo – fora do mundo onde meu Eu estava a viver.

Não percebido e nem vivido, continuei a viver no mundo dos mundinhos até o amanhecer.

Deste amanhecer amanhecendo, sentindo e ouvindo os sons e vendo a luz do Sol, sem eira, nem beira e muito menos destino. Só indo, em direção ao nada, em busca de nada, chegando ao lugar nenhum.

 

Ricardo Gerdiel – 06/07/2008.

 

 

7月14日

PINCES

                                       PROSEIRO SERTANEJO

 

 

                                                                                                                  Ricardo Gerdiel

 

 

 

                                                         PINCES

 

 

 

Deslizando entre os fios finos de vários formatos e formas as Corredeiras das Fontes, formas as cascatas das Ilusões – no colorido colossal – do verde das Matas – das Esmeraldas – dos azuis das Turmalinas, geométricas pinceladas.

 

Do largo – fundo e profundo no Riacho Rochedo Dourado;

A magia dos pinces nos elementos aprofunda;

Gnomos- Silfos – Salamandras e Ondinas – os elementares retratados.

 

Natureza viva – as mãos dos artistas – escorrendo as cores das pratas envelhecidas.

Rostos – meigos e grosseiros – contornam os pinces mágico – das linhas traçadas -

Côncavas e Converteras – Curvas e paralelas – retilíneas e opacas.

 

Pálidas – rosadas – tristes – alegres e mortas;

Percorrem os pinces – silhuetas – donzelas e escravas.

Encravada nas cavernas – primitivo os pinces rolavam.

 

Esperanças e desterros, os pinces emolduravam.

A Jeca e a Rainha – dos castelos Imperiais – das choupanas e dos martírios;

Seus mártires eram pintados.

 

Na história do tempo criara. Figuras transpassadas. Fios de espada incandescentes;

Os pinces falavam. Borrava as Monas – em linhas cruzadas. Anonáceas não faltavam,;

Jardins – Florestas e Capivaras.

 

Sertões e suas secas. Pinturas reais e sofridas – os pinces e suas cores;

Matizes do Arco Íris. Íris da jovem donzela – mito dos artistas – dos pinces e suas mãos;

Encanto das eras passadas – presentes e a serem vistas.

Dos olhos deste poeta, escorrem lágrimas pintadas.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel  -

 

 Visitem o Blog do Escritor: Ricardo Gerdiel. – Endereço < ricardogerdiel.blogspot.com >

SILÊNCIO

                                                 PENSAMENTOS                                                                                                                       

 

 

              

                                               

                                                              SILÊNCIO

 

 

 

 

Queria ouvir o nada se apresentar repleto do tudo.

 

Queria sentir os rabiscos destas expressões: -  O Querer! – querendo – sentindo – amando – gritando – sorrindo – gargalhando – contestando – com letras , palavras – sussurros; ao meu bem querer.

 

Ouço o silêncio - sem letras – sem palavras – sem sorrisos – sem gargalhadas – sem sussurros.

 

Só Silêncio.

 

Silêncio que magoa, maltrata, angústia, entristece, envelhece, adoece e consigo traz sua eterna companheira, a Solidão.

 

A solidão do silêncio no vazio da existência – sem som. O Mudo ouvido não ouve! – Sente!

 

– A presença do silêncio.

 

O silêncio em seus lábios não se mexerem. O não falado é a riqueza em frente ao silêncio.

Este silêncio mortal. Sepultura dos Zumbis passando pela vida sem ser amado.

 

Silêncio dos corpos entrelaçados pela paixão e desejos dos seres apaixonados.

Silêncio do gozo estremecido entre quatro paredes de barro – madeira ou palha – onde o fogo acende não queima a gente – mais explode nossos corpos ardentes de gozos e orgasmos.

 

Este silêncio – surdo-mudo é o meu mundo esperando você.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

7月13日

Na Raiz da Serra

                             NA RAIZ DA SERRA

 

O vento assoprava, seus cabelos esvoaçava  seu rosto brilhava, seus olhos falavam, seu corpo tremia e me seduzia, o sol reluzia, suas pernas torneadas, as matas cantavam, a linda badalada do Orfeu em agonia. Neste aprisco redentor, onde eu sou o senhor destas terras esquecidas.

 

Nestas raízes de paixão me torno o lampião, que alumia. Neste sertão brejeiro, vejo a vida em altaneiro, buscando a Serra e sua Raiz.

 

Doravante entristecido, sem amor e sem mugido, do teu corpo a me aquecer.

Este frio lampejante me encolhe a cada instante nesta saudade arrepiante com medo de seguir.

Este olhar gélido e distante, que um dia me fez sorrir.

 

Autor: Ricardo Gerdiel;

ORVALHO

                                    RG EDITORIAL

 

                                                                                                 Ricardo Gerdiel

 

 

 

                                                ORVALHO

 

 

 

 

Sentir, sentindo, seu sorriso indo sem saber como partir.

Nesta madrugada fria, entre o orvalho e a noite escura:sua silhueta sumia, entre a distância em mim. Neste orvalho cálido e gélido, meu coração gemia, não entendia meu corpo, que tanto estremecia.

 

Seus cabelos negros ante, às trevas reluzia. Não! – Não era Luzia. Maria! – Sim.

Esta Maria, Maria que tanto amor me daria se a distancia não lhe cobria.

Helena de Tróia? – Não! – Helena dos dias, que tanto amei e partira.

Estas gotículas de orvalhos seu rosto banhará em plena fantasia.

 

Fantasia dos poetas, trovadores e repentistas; simplesmente Maria.

Maria Bonita, do Lampião sem lamparina, mas o fogo da Carabina, esquentara o orvalho, com o amor da paixão que lhe subia ao peito e se encravava no coração.

Deste Sertanejo amante, das Maria e Helena dos sertões sombrios.

 

O orvalho desta madrugada fria não esfria, este fogo paixão que devora nossos corações de noite e de dia. Maria! – Passadeira, cozinheira, arrumadeira; artista em filosofias. Poetisa dos encantos, das magias, da sensualidade em pele e agonia;

Lagrimas de Cristais, tão finas e reluzentes, cobre o rosto; e, pelos lábios pronuncia: - Lembranças do amor partido; partira sem sentido, em deixar a Maria.

Recordações do doce amor da Maria e  Helena sem Tróia.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel < Um carinho para Maria que também é Helena – sem Tróia; mas da Santa Teresa e o Bondinho.>

 

CHUVAS

                                               RG EDITORIAL

 

              

 

 

                                                                                                        Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

                                                 CHUVAS DE VERÃO

 

 

 

Alagadiço, frio e úmido; pingos, grossos e finos; telhado sem telha.

Coração aberto e ferido, chagas de um amor partido na esperança de encontrar.

Chuvas caindo nesta madrugada fria,corpo quente em gemidos, destroçado por te

 

 

Querer.

 

 

Querendo teu corpo quente, teu coração ardente; teu rosto, teus olhos e o teu prazer.

 

 

Verão sem o sol escaldante, reluzente, dourado em ternura;quimera de uma ventura,

Sentindo tua fulgura, tão bela sombria e triste.

 

 

Nestas águas corredeiras, dos pingos nas traineiras, nos telhados sem telhas; nos Devaneios e desatinos – obras do destino; estas chuvas me levam até você.

Este verão em chuvas, salpicadas de esperanças; sem vendavais e ventanias, no silêncio Da paixão, tão quente que estremece nossos corações.

 

 

Nestes caminhos traçados, entrelaçados, deste poema esquecido; no túnel do tempo a Encontrar.

 

 

Poemas das chuvas que caem, corredeiras do amanhecer boreal; aurora em ter você.

Neste telhado sem telha, talhado, telheiro de vinil.

Seu novo amor sou EU.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel