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日志


11月5日

BONECA DE PANO

57

                                       RG EDITORIAL

 

                                                                                                                                                                                           Ricardo Gerdiel

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 

 

                                              BONECA DE PANO

 

 

Há muito venho escrevendo às histórias de Zé do Bode e Zé Tripeiro. Amigos de infância, da época das bolas de godês feitas de vidros para disputar quem ganhava mais bolas. Do Pião feito de Madeira com um prego na ponta para ver quem fazia girar por mais tempo. Do tempo das amarelinhas com as garotas das Vilas, pulando um quadrinho, salteando o outro. Eram tempos que como crianças viviam os das brincadeiras infantis. Sem contar com vários outros tipos de brincadeiras vivida nas inocências de ser apenas crianças.

 

Na adolescência brincávamos de paquerar no Jardim Público, todos nos uniformizados vindos dos Colégios e trocávamos balas, doces e sorvetes e uma alegria contagiante de sermos apenas adolescentes.

 

Mais tarde após a adolescência víamos cheios de espinhas nossos rostos sinalizando que quase adultos estávamos. As barbas ralas começaram a aparecer e as meninas a colocarem um tal de Ruge e Batom.

 

Tínhamos as festas das Debutantes – Dos Príncipes e toda uma alegria dos pais Participando.

 

Tudo isto fora às festas Juninas, Carrossel nos Parques e tantas Guloseimas e a felicidade era geral.

 

O tempo passou. O mundo Acabou. E o Inferno tornou-se realidade das Crianças de Rua, sem lar, sem escola, sem teto, sem comida, sem roupas sem brincadeiras sem serem crianças mais Mulas do Trafico das drogas. Mulas das prostituições Infantis.

Não sabem o sentido de serem crianças, adolescentes e muitas menos, adultas. Pois morrem Prematuramente.

 

Nas Favelas que são milhares estas crianças conhecem o ódio dos traficantes, a violência dos Bandidos uma Simbiose de Marginais com Policiais.Conhecem o Pavor, o Torpor, o Terror os enganos e desencantos.

 

Nas Marquises cheias de crianças se sustentando dos lixos, das lixeiras dos restaurantes jogados nas ruas. O lodo, a desesperança, a descrença e muita menos a Fé. Mesmo porquê a Fé baseada em quê?

 

Nos últimos vinte cinco anos, a infância, a adolescência e todo o adulto jovem tornou-se presa da Miséria e dos monstros chamados: Drogas, Prostituição Infantil,


Filhos e Filhas do total abandono dos Governantes deste País.

 

Hoje não existem mais as Cirandas e Cirandinhas, Cabra – Cega, Atirei o Pau no Gato To -  To...., E Muita Menos Infância e Juventude.

 

Mais este preâmbulo é justamente para ouvir meus coleguinhas de Infância e Juventude que assim como eu, o Proseiro Sertanejo éramos crianças e sabíamos ser crianças.

 

 

Zé do Bode o que mudou?

- Proseiro! – Nós não tínhamos a maldade que hoje impera na Sociedade desumana, perniciosa e cruel. As Crianças de hoje, vão as escolas buscar o que comer. As famosas merendas escolares, doadas pelos governos, e pagas por nós Contribuintes, que os orçamentos destinados ficam 80% nas mãos dos inescrupulosos que governam a Nação, sejam, no Executivo: Governos Federais, Estaduais e Municipais.

 

As Crianças e Jovens Adolescentes aprendem nas escolas como se defenderem, dos roubos, dos estupros, dos seqüestros relâmpagos, dos viciados e escaparem de serem soldados dos Tráficos. Tráficos: de drogas, de Armas, de serem escudos vivos, das quadrilhas das Prostituições Infantis, não conseguem estudar, pois a qualquer momento as salas podem receber tiros de Fuzis, o Comando do Crime é que determina se as escolas e os Comércios vão Abrir, ou Fechar.

 

Quando foram Construir Brasília < O CAPITAL > foi recrutado os que passaram a serem chamados de CANDANGOS. Estes Candangos nome pejorativo vieram todos do Norte e Nordeste do Brasil. Começou a se estabelecer o Êxodo Rural. As promessas Mirabolantes de uma vida de Moradias Próprias, terras Próprias, tudo em vão. Logo após a Construção se formaram Grandes favelas que não constava no Plano Piloto do Grande Arquiteto Oscar. Simplesmente Oscar. Mas as favelas proliferaram onde o que chamaram a Capital mais Moderna do Mundo em Arquitetura esqueceram de pontilhar a Península Brasiliense dos Favelados, pois não tinham meios para voltar às suas terras de origens e  muito menos trabalho na Fabulosa Capital.

 

Se nós presenciamos o esquartejamento na Construção de Brasília, imaginem nas Grandes metrópoles tais como o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, e outras, com suas Obras de Pontes, Metrôs, Elevados, Rodovias, Rodo Anel, Pré-Metrô, Metrô de Superfície, Transamazônica, Ferrovia do Sarney, e tantas obras faraônicas que deixaram milhões, sem terras, sem casas, sem trabalho, e restaram os morros onde nasceram + de Oitocentas Favelas, onde o Formigueiro Humano é onde habitam.

 

As crianças de hoje, os adolescentes, e os jovens adultos, não sabem o que é INOCENCIA. Conhecem a fundo, os meios para sobreviver, nos Lixões das Grandes Cidades, Catadores de papeis e Papelão, e todo o tipo de lixo para serem reciclados, os o Estudo Amparado pela nossa Constituição recente de 1988, não é respeitado. É deflorado pelas Autoridades que fazem as leis e as burlam.

 

ZÉ Tripeiro! – Não Falas nada?

 

- Ouvi atentamente um pedacinho da nossa História recente. Ontem li em  um destes Jornais, que doze mil crianças no Rio de Janeiro foram impedidas de irem as escolas por falta de Segurança. Pois o Poder Paralelo dos Bandidos assim determinou. Li Também há uns quatro ou cinco dias atrás, que o Concurso  de Coletor de Lixos das Ruas, foram inscritos centenas de dezenas e que 80% dos inscritos tinham Nível Superior, e 20+ Nível de Segundo Grau Completo. Das duas uma é a Verdadeira. Ou o Nível dos Empregos e suas Seleções estão ficando aprimorados. Ou Falta Emprego nas áreas de quem tem Curso Superior. O que seria uma desgraça pior que a própria desgraça.

 

Visto que a disputa para trabalhar é salvem-se quem puder.

 

O que mais indignado fico é quando vejo e ouço pelos meios de Comunicações deste País, as Noticias de um País Que quer ter uma Cadeira Cativa no Conselho de Segurança da ONU. Se ao menos os Governantes deste País conseguissem dar o Mínimo de Segurança Interna em Cada Estado da nossa Federação, já seria um Prêmio para toda a Sociedade Brasileira.

 

Segundo Pesquisas dos Tradicionais Órgãos que se dedicam as pesquisas neste Brasil, hoje o efetivo de Segurança Particular, junto com as Guardas Metropolitana de cada Município, somam mais  que todo o Efetivo das Forças Armadas: Marinha, Exercito e Aeronáutica, incluindo o Efetivo da Policia Militar, e a Policia Judiciária ( a Civil ).

 

Tudo isto sem contar com as Milícias formadas de Policiais Bandidos unidos aos Bandidos.

Entretanto esta segunda parte onde também estão Munidos até os dentes como se diz em minha terra os Guerreiros dos Tráficos: Drogas, Prostituições, Armas, Evasão de Divisas, Formação de Quadrilhas amparadas pelos Políticos Corruptos e Venais e o Judiciário Supremo Judiciário que tudo acoberta.

 

Nossas crianças já não sabem mais fazer Bonecas de Pano. Só Resta a lembrança dos Pais e Avós. Do Tempo de Criança. E este tempo nós éramos Crianças, vivíamos como crianças e riamos como crianças.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel Guimarães Graça < O Proseiro Sertanejo >

Em 05/11/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11月1日

ESPELHO

                                         RG EDITORIAL

 

                                                                                                             Ricardo Gerdiel

 

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 

 

                                                      ESPELHO

 

 

Reflexo refletindo o Eu desconhecido do reflexo em imagem refletida.

Sou Eu? – Ou tu? – Ou ele? – Ou quem sabe Nós? – Todos nos Eu.

Imagem do exterior encobrindo o interior, que chora, agoniza e grita:

Amo – sente – desejo – anseio e minto.

 

Mas o reflexo do Espelho é meu cúmplice; nesta cumplicidade do meu Eu indo e vindo.

 

Solidão espelhada, nas angustias das madrugadas; o Espelho a mentir a tua falta em mim.

Nesta fria solidão tu espelhas o sorrisso da espera da ilusão que nunca chega a sorrir.

Nesta existência, refletindo teus longos cabelos negros, refletem teus lábios em mim.

Espelho das Magias e Encantos, das Fabulas  das Varinhas e Estrelinhas.

 

Neste Desencanto dos Encantos, reflete o meu canto a espera e a ouvir.

Imagem de um ser, refletida sem saber; existindo no reflexo do meu ser.

Imagem da imaginação; teus seios sensuais esquentam minhas faces neste doce prazer.

 

Neste Espelho das Magias, meu olhar se preenche, meus lábios ficam quentes.Meu corpo estremece, gemendo nos sentimentos, ouvindo seus sussurros Espelhados, nas bordas da moldura deste Espelho emoldurado.

Neste frenesi do Espelho e sua Magia, adentro o reflexo do vidro embaçado, pelo ar quente de nossos lábios e só resta o ESPELHO ENCANTADO.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel < 01/11/2009

 

 

 

8月6日

LADAINHA DAS CORRUPÇÕES

                                   RG EDITORIAL


   Ricardo Gerdiel -    Reze Povo  Meu !!!                                                                         

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

                                      LADAINHA DAS CORRUPÇÕES;

Vou fazer, uma Ladainha e buscar forças nos Santos e em especial no
Santo Padre Cícero Gusmão do Juazeiro. Este milagreiro e santo Padre
que na década de Trinta conseguiu reunir o Cangaço comandado  por
Vírgulino ( Vulgo ) Lampião. Não de Lamparina. Mas para isso vou chamar
Zé do Bode e Zé tripeiros, pois ambos vivem em Ladainhas porquê é a
maneira que eles acharam de não passar fome. Entendem muito de Reza.

No arraia do povoado é no  Congresso Nacional em Brasília. Apesar da
ladainha ser um ritual Católico, vamos chamar os Pastores e Bispos das
Igrejas: Universal do Reino de Deus Em pessoa o Bispo Edir Macedo e o
Outro Bispo Senador Marcelo Crívela; a Igreja Universal da Graça, o
Bispo R.R. Soares, Igreja Nova Vida, as Igrejas Pentecostais, em geral,
principalmente, todas que arrecadam muito dinheiro das ovelhinhas sem
defesa, mesmo porquê ovelhinhas são comidas dos Lobos Maus.

Ah! Vêm chegando o Zé do Bode e com ele o Zé Tripeiro. Oi! Proseiro.
Que convocação é esta de emergência? Meus amigos e meus compadres! O
congresso Nacional está  infestado de coisa ruim: espíritos malignos,
espíritos ladrões, espíritos corruptos, espíritos chave-queiros,
espíritos sujos e imundos, espíritos traiçoeiros, espíritos levianos e
o próprio Satã encarnado nas Três Pessoas: Lula + Sarney + Renan O
Senador Exu da Lama que comanda este Inferno das maldades da Alvorada.

O mais agravante é que a Cúpula do PMDM + PT + PTB e o Satanás sem
voto Wellington Salgado de São Gonçalo – RJ trouxeram uma Legião de
malfeitores do Astral Infernal.
Estes são os Motivos para esta Ladainha em combinação com os Bispos e
Pastores das Igrejas mencionadas.

O Cardeal de Brasília irá comandar esta Ladainha com missas campais e
os Cultos do Edir Macedo para exorcizar o Mal instalado no nosso
Congresso nacional. O Bispo R.R.Soares introduzira um Culto clamando
por Elias e Eliseu que foram Transladados e por isto podem requerer do
Além forças poderosas do bem para combater este mal.

Mas Proseiro! Tem um Senado Chamado Inácio ARRUDA que irá estar
presente, como o Bispo  Edir Macedo e sua Igreja usa Arruda, Sal
Grosso e Guiné para expulsar os Demônios, só fica faltando o Sal Groso
e a Guiné – Não podemos confundir com A Guiné Bissal, este é um País,
no  Domínio Demoníaco usa-se o Arruda para espantar o Mal. Mas com
tantos milhões envolvidos ele não sai.

Zé do Bode! - Dê o seu parecer diante desta Ladainha.

Não vai surtir efeito nenhum. Pois o Satanás que comando o Inferno no
Congresso Nacional, só sai com Jejum e Oração. A Oração fazem mais o
Jejum jamais farão. Pois matam para não comer pouco, imaginem sem
comer nada. Que é o mesmo que nada.
Qual é a solução? Zé Tripeiro Tem. Fala Zé Tripeiro.

Fui e fiz uma arreada na cachoeira e nas Matas Invocando o Espírito de
Padre Cícero do Juazeiro, como ele era e é Padrinho de Vírgulino
Lampião, padre Cícero, já convocou todos os grupos de Cangaceiros e
todos comandados por Lampião Rei do Cangaço, nem satanás fica na
frente dele.
Esta limpeza Ética e Moral atingirá 50% do Congresso Nacional.

 

Os
outros 50% poderão trabalhar protegidos pelo Arcanjo Miguel da Falange
de Nosso Senhor Jesus Cristo.

E Salve nossa Pátria Querida.

Escreveu: Ricardo Gerdiel < em 05/08/2009

 

8月1日

MAS ATENDA MEU CORAÇÃO

                                     PROSEIRO SERTANEJO

 

                                MAS ATENDA MEU CORAÇÃO

 

 

                                                                                                   Ricardo Gerdiel

 

 

 

Ele disse sentir falta de sua alma. Não entendi.

Sentir! – Sim! – Como sentir.

A pulsação acelerada do ser em comoção.

Que comoção? – Sentimentos prateados! – Aveludados!

Perfumados! – Como? – Se exala perfume na pulsação da alma? – Não sei! – Apenas sentir.

 

Mais onde pode estar esta alma? – Não vi! – Quem é?  Para perguntar e responder.

Seu EU. – Sim! – Este Eu sofrido amando o infinito sem encontrar você.

Que besteira! – Eu falar comigo! – Só ouço o silencio da noite e a brisa fresca penetrando pela janela aberta a espera de você.

 

Ah! – Que tolice Eu sentir a presença da ausência de um ser que não existe.

A solidão traz delírios – acordem seus sentimentos sem delírios e sinta você! –

Como pode ser isto amor da alma a vir sem forma e sentido? - A loucura é louca. Mas os loucos das loucuras buscam encontrar a noite nos Delírios Delirando os açoites dos desejos vindo do coração.

 

È apenas um músculo que bate ao nascer do dia - ao entardecer – e a noite sorrateira em silencio ele pulsa – pulsando em inspiração. Que noite estranha! – Sinto a presença de uma silhueta de Mulher. Posso até descrever. Como? –

Cabelos negros iguais aos da Cabocla Jurema. Seu corpo torneado pela mão do destino mais bela que as deusas de Odin.

Olhos grandes brilhantes -  perola negras nas noites sem às estrelas.

 

Esta mulher completa? – Sim! É tua. Dada pelo destino os homens que cruzam a fronteira da realidade objetiva e invadem a Ilusão presente.

Nem sonho – nem pesadelo? – Uma simples ilusão abstrata do mundo abstrato? – Não é assim! – A forma existe. A alma tem existência própria – seu coração pulsa – tua alma clama. E ela? – Espera você.

Onde está noite de loucuras estão me levando? - Sinta os perfumes das flores – e numa parada qualquer – de uma estação qualquer – Numa rua qualquer – Encontrarás o teu desejo de satisfação.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel – Dezembro de 2007

 

6月7日

O HOMEM SKATE

                                                  RG EDITORIAL

 

                                                                                                                  Ricardo Gerdiel

 

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 < O COTIDIANO >

 

 

                                                   O HOMEM SKATE

 

 

 

 

Nas ruas comuns visualizamos, às vezes, pois a pressa não nos deixa enxergar nem  a  própria luz solar, banhando e  transmitindo seus raios sobre nossas cabeças.

E com este estado de estarmos indo ou vindo, passa despercebido fatos reais  do nosso cotidiano que se olhássemos  nos tornaríamos melhores seres humanos, mesmo que na  Antropologia não exista esta Classificação dentro dos Três Reinos.

O Homem Skate - vive em cima de um Skate. Ele é um punhado pequeno de carne com  cabeça, uma mão pequena  sem o braço  grudado ao  pescoço, e a  outra  mão com um cotoco de braço empurrando o Skate pelas  calçadas, ora estendendo a mão  para receber algumas moedas das pessoas que por ali passam.

Contudo a Natureza o fez com Mente, com esta ferramenta extraordinária Oriunda dos Animais Racionais ele pensa e sobrevive. Mesmo sabendo que sua vida será sempre este estado de existência. Não há esperança e nem conserto para os membros que faltam, e, nem tão pouco os milagres das Igrejas. O Maior milagre é ele existir e sobreviver nesta simbiose de mente, pedaços de carnes e ossos atrelados ao Skate.

Não murmura! – Mesmo porque de nada adiantaria. Mas a força e o poder desta carne pensante é tão grande que até os Ateus passam acreditar em Deus. Não precisam colocar nome ao Deus. Simplesmente todos os incrédulos da face da terra ao presenciar este quadro da vida em manifestação sobrevivendo, passaram acreditar que existe.

Este ser que denominei Homem Skate não pergunta porque existe. Simplesmente ele sabe que existe, e, tem que continuar lutando pela soberania de sua existência.

Vocês, nós, vós, eles que estão lendo esta História do Cotidiano, diante deste quadro, somos os deuses verdadeiros.Pois nos locomovemos, corremos, trabalhamos, amamos, rimos, brincamos, vemos, praticamos esportes, dançamos e prosseguimos nossas vidas sempre em busca de melhores qualidades além daquelas que já possuímos.

Mas nós: nos queixamos lamuriamos, odiamos; ficamos tristes, magoados, deprimidos, ora achamos que a vida é péssima; horrível, muitos se suicidam, outros desejam morrer ou sumir da existência deste Eterno Milagre Doce da Vida.

Lembrem-se: SOMOS PERFEITOS.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel.       E-mail < ricardogerdiel@hotmail.com >

 

5月26日

MONOLOGO < EU SOU >

                                                                      MONOLOGO

                                                                                                                         

                                                                                                                               RG EDITORIAL                                                                                                     Ricardo Gerdiel                               

 

 

                                                                         EU SOU

 

 

Eu! Quantas vezes nesta existência eu digo Eu? Não sei. Sei que o Eu Sou, esta presente nas palavras que digo EU.

Mas verdadeiramente quem Eu Sou? Não sei. Ou talvez saiba que sei sem saber que Sou.

 

Sou! Eu sei que Sou Eu, que escrevo, falo, ando, penso, articulo e expresso: Eu Sou.

 

Mas verdadeiramente o que é: Eu Sou? Um a afirmação do existir? Qual existência dizendo Eu existo?

Neste paradoxo do Eu Sou busco quem Sou. Eu! Sei que Sou. Pois sinto que Sou no Mundo dos Sós...

 

Mais que outros mundos poderiam Eu dizer Sou? Ou estes mundos Sou Eu no Universo dos pensamentos que me dirigi Eu Sou, afirmando que Sou. O que sou; sei biologicamente, Eu Sou no Mundo das Formas, esta forma de carne, músculos, ossos, peles e pensamentos. Ou os pensamentos são o verdadeiro Eu Sou? Poderia ser a idéia do Eu Sou, sendo Eu o Universo em Micro manifestação, das junções das formas químicas e elétricas? Talvez Eu seja o Eu Sou.

 

Na individualidade do Ser, me encontro sendo Eu, no contexto Sou.

Ou simplesmente sinto que Eu Sou, nas idéias e pensamentos emitidos pelas ondas celebrais do meu Eu Sou?

 

O que Sou afinal, dentro do Eu quando sinto ser o Sou Eu, verbalizando a minha própria existência. Existência do Eu Sou, e nada mais? Ou o mais está incluso no tudo do Eu Sou? E o que é o tudo? A forma do Eu Sou? Ou o conteúdo do Eu Sou? A certeza do Eu Sou é imperativa dentro do meu ser EU.

 

Sou a causa e o efeito do Eu ou o Eu é a causa da manifestação do Eu Sou?

Sou o Imperativo do Pretérito Perfeito no espelho do vácuo do tempo e espaço? Ou o tempo e o espaço estão dentro do meu Eu Sou?

Existo! Por isto Eu Sou.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel, 26/05/2009

 

 

 

4月19日

A BUSCA

                                                  RG EDITORIAL

 

 

                                                                                            Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 

 

 

                                                         A BUSCA

 

 

Vários viajantes nômades,  se encontraram em pleno deserto do Saara – após estenderem  as suas tendas, descobriram  que eram todos de lugares diferentes e a linguagem também.

Começaram a se comunicarem com gestos e estes gestos fora a forma de entenderem um pouco o que queriam e o que desejavam. Todos em gestos concluíram que estavam viajando em busca da visão do Deus Criador do Universo. Entretanto todos tinham suas convicções de como achá-lo e cada convicção de uma maneira diferente.

 

Mas seus propósitos eram os mesmos. Ver com os próprios olhos Deus.

A noite chegara e com ela a lua e as estrelas brilhando no Espaço Sideral.

A sensação deles era que a distância parecia tão perto que poderiam tocá-las com as mãos.

A irradiação do brilho desta luzes fazia com que a noite tornar-se um Palácio do composto de Perolas Negras tão minúsculas que seu ajuntamento umas as outras se transforma no Teto Palaciano, onde no Pendulo se pendurava a LUA  cheia de luzes refletida pelo sol.

 

O deserto começava a esfriar ao tempo que as horas passavam, mas os luminares continuava a brilhar intensamente, todos do lado de fora  de suas  tendas admiravam aquele espetáculo da natureza e em silêncio pensavam como toda aquela beleza estava ali como que se fora colocado e quem colocou continuava a segurar este Palácio  sem deixar cair uma só Estrela, uma só Perola Negra e nem a Lua. Que força extraordinária mantinha o próprio Espaço Cósmico retratando o Universo com sua grandeza viva e atuante, entre os extremos da existência?... Um dentre os Nômades acampado revelou em gestos reverenciando o pulsar da vida nas estrelas, na lua nas trevas condensadas pelas energias que ali mantinha o funcionamento da beleza estampada no vazio do Espaço Sideral, preenchidos de tudo vindo do nada inexistente, como se o nada estivesse no tudo e o tudo no nada.

 

 

Neste gesto reverencial todos os nômades presentes olharam entre si, e, entenderam a magnitude de Deus Criador, pois só a visão já proporcionada mostrara quem era Deus. Compreenderam que Deus Criador esta em tudo e em todos, e a sua presença é a própria existência de todas as coisas, animadas e inanimadas. Sua energia é o resultado do Próprio Existir.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel – 19 de Abril de 2009

 

 

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4月11日

FOLHAS QUE CAEM

                                                    

                                                     RG EDITORIAL

 

 

                                                                                            Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

PROSEIRO SERTANEJO

 

 

 

                                                     FOLHAS QUE CAEM

 

 

 

 

 

Nestas folhagens Outonais, cristais em gotículas brilhantes como a luz do sol, sorriem espalhadas pelo torrão úmido e escuro, encobrindo as milhas de vidas em sementinhas, nascedouro das folhagens Primaveris, se antepondo ao Inverno, branco e gelado – as matas e florestas em silêncio numa hibernação a esta friagem cálida e bela – espera seu verde retornar.

 

 

Os pássaros cantam, na abobada celeste, nas nuvens que passam, nas finas chuvas que caem, nom orvalho das madrugadas, no amanhecer de um novo dia.

O Colibri, o Rouxinol, a Sábia, o Trinca-Ferro, o Canário da Terra, o Avinhado, a Andorinha e todas as famílias de penas e cantos se entrelaçam nas arvores e arbustos ninhada de uma nova geração.

 

 

A vida retumbante, nestas Serras - Matas - Florestas - entre Rios e Cascatas – Cachoeiras e Ribeirinhas é a vida que não para de cessar.

Neste Renascimento de Cristo Jesus, onde não ficou na Cruz, pois o Verbo se fez Carne, e sofreu as dores do Mundo, pela humanidade incrédula que estavam diante do Deus Vivo. O Deus de toda a Criação.

 

 

Em todos pos corações, de todos os seres vivos; habitantes deste planeta terra, seus sons, são as sinfonias de Jesus Cristo, dizendo: - Estou aqui.

A minha Ressurreição é a Ressurreição da humanidade perdida nas ilusões do próprio existir.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel – em 11 de Abril de 2009

4月9日

SILÊNCIO

                                                 PENSAMENTOS                                                                                                                       

 

 

              

                                               

                                                              SILÊNCIO

 

 

 

 

Queria ouvir o nada se apresentar repleto do tudo.

 

Queria sentir os rabiscos destas expressões: -  O Querer! – querendo – sentindo – amando – gritando – sorrindo – gargalhando – contestando – com letras , palavras – sussurros; ao meu bem querer.

 

Ouço o silêncio - sem letras – sem palavras – sem sorrisos – sem gargalhadas – sem sussurros.

 

Só Silêncio.

 

Silêncio que magoa, maltrata, angústia, entristece, envelhece, adoece e consigo traz sua eterna companheira, a Solidão.

 

A solidão do silêncio no vazio da existência – sem som. O Mudo ouvido não ouve! – Sente!

 

– A presença do silêncio.

 

O silêncio em seus lábios não se mexerem. O não falado é a riqueza em frente ao silêncio.

Este silêncio mortal. Sepultura dos Zumbis passando pela vida sem ser amado.

 

Silêncio dos corpos entrelaçados pela paixão e desejos dos seres apaixonados.

Silêncio do gozo estremecido entre quatro paredes de barro – madeira ou palha – onde o fogo acende não queima a gente – mais explode nossos corpos ardentes de gozos e orgasmos.

 

Este silêncio – surdo-mudo é o meu mundo esperando você.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

1月27日

NO FUNDO DO MAR

                                                RG EDITORIAL

 

 

 

                                                                                          Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

                                                DO FUNDO DO MAR

 

 

A carência fornece a forma humana esculpida pelo tempo espelha pelas ondas dos mares do existir

Mares revoltos; e calmos também.

Turbilhões de espumas rolam em minha imaginação de menino, sem rio, nas costas dos mares em evolução.

 

Nestas ondas teus cabelos são tão negros como as penas de uma Graúna.

Tão oleosos que as ondas e o sal não desfazem o brilho – nem tampouco a sua leveza.

São macios como as pétalas das rosas que já acariciei. Sentindo a suavidade dos fios longos – e perfumados como os jardins das matas verdejantes.

 

Nesta visão completa de sua silhueta no fundo do mar, eu mergulhei. Fundo! – Muito fundo; e a distancia parecia aumentar pois, sua silhueta da mulher encantada pelas águas, pareciam não ter fim.

Entre os corais tua pele toda nua reluzia teu corpo lindo e pura.

 

Adentrastes nu abismo e aumentei minha velocidade – do nado nada percebia – mas tuas entranhas já podia contemplar. A Entrada de tua caverna estava bem próxima de mim, vi teu rosto ao virarem para trás para me ver segundo este teu ser que nem as águas podiam encobrir.

 

As bolhas flutuavam sobre nós, neste abraço e frenesi, devorava e tu a mim no fundo do mar eu pode sorrir.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

1月24日

A NOITE

                                              RG EDITORIAL

 

 

                                                                                                                                     Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

                                                       A NOITE

 

 

 

 

Diante desta escuridão sem estrelas, luar e luminares, o brilho dos pensamentos em você, clareiam, meu ser, o lugar e o espaço – espaçado sem as estrelas e o próprio luar.

Que luz incandescente és tu, que em pensamentos vibra tua luz e me seduz?

Que seduções sedosas, cheias de volúpias, vindo destes meus pensamentos em você?

 

Quem é você! – Deusa sedutora do meu espírito sem ter você.

Um pensamento da silhueta dentro de minha imaginação, vendo teu corpo esculpido, aveludado, pelos contornos das tuas vestes transparentes, mostrando a cada instante, dentro desta mente louca, loucura a ter querer.

 

Quem é você! – Formosa mulher, que espero todas as noites, nas esquinas da vida, nos bares e restaurantes e nos bailes fascinantes das madrugadas frias em pleno verão.

Que fogo sedutor e que torpor invadem meu ser em buscar do teu ser, sem saber quem é VOCÊ.

 

Como o Poeta da Noite, vago pelas marquises, ancoradouros, beira-mar – e vejo, percebo Uma Única Estrela do Mar.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

1月18日

A ESPERA

 

                       A ESPERA DE MINHA ALMA ENCANTADA

 

 

 

 

 

Quando olho as nuvens passar, sinto a tua presença a me olhar.

Este olhar doce e puro, do amor profundo, do teu coração tão belo ame encantar.

Sinfonia dos pássaros, harmonia dos seres encontrados nos labirintos das noites, da estrela Dalva a brilhar.

 

Que poema? – Não! – São meus sussurros em busca de ti, nos orvalhos das madrugadas frias. Poema! – É a loucura do meu coração, chorando, gritando em busca de ti - amor de minha vida. Sem saber quem é você nem onde estás! - Branca nuvem de paixão, desejos e seduções.

 

Meu ser exclama entre as nuvens que passam – passageiras e cristalinas, úmidas e femininas – e o teu olhar dentro das nuvens a me esperar. Esperar o tempo que passa tão depressa e sem demora e as rugas a se espalharem. Oh!  - Ventania ingrata, trás minha alma a me consolar.

 

Não levo jeito de poeta ou escritor - mas sinto o teu amor dentro do tempo com todo o seu calor. Este calor ardente de desejos e devaneios, onde os corpos estremecem no orgasmo de nós dois. Este êxtase dos amantes que esperam a cada instante o Fogo da Paixão explodir, diante do tempo – ingrato que não quer nos unir.

 

Espero-te amor meu! – Mesmo que as rugas do meu rosto transfigurem o meu corpo, mas o ser; o eterno ser estará sempre cheio de paixões e êxtase em te querer.

 

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

9月16日

ALMAS QUE VAGUEIAM

                  ALMAS QUE VAGUEIAM

 

 

Nas estradas do existir.

Duas almas buscam o seu ninho de amor.

 

Elas estão seduzidas pelo destino que as traçou, como amantes e companheiras nesta terra cheia de encanto e dor. Dores por não estarem pertos, se amando, se acariciando, neste êxtase de desejos ardentes cujas, as armadilhas do tempo às distanciaram.

 

 Longe tão longe.

 

Mais ouço os seus gemidos de ternura, saudades.

 

E, neste encontro tramado, de paixões carentes, nestes corpos ausentes, onde os pensamentos os ventos fortes levou.

Sonhos e sonhos.

 Nesta Doce Ilusão terrena, em busca de te encontra, como um passe de Mágica, dentro de um espaço, sem luz.

 

Tu apareces com tua luz.

 E começa a brilhar.

 Este brilho, tão forte, marcado por uma foto.

 

 Sim!

Uma simples foto. Me, faz, mergulhar, nesta imaginação  sedenta de paixão e começo a te amar.

 

Neste monitor transparente, coloco minha mão ardente e começo a acariciar.  Este rosto de MUSA. 

Minha MUSA!  

 

Sinto maciez de tuas faces, os seus lábios sedosos de desejos. Estes cabelos revoltos. Desenha uma deusa neste espaço do imaginário de minha mente enlouquecida por ti.

Nesta magia sedenta: de amor paixão e desejos;

 Transformo-me no SER ALADO onde nenhum pássaro com seu voou consegue atingir.

 

Neste vou ALADO.  DESTE, SER apaixonado. Não há, distância nem espaço;

Que me impeçam de trazer você para mim.

 

 

Autor - Ricardo Gerdiel

9月14日

SENTIMENTOS SENTIDOS

                                            

 

                                          SENTIMENTOS SENTIDOS

 

 

                                                                                                                         Ricardo Gerdiel

 

Quando o olhar clama – meus olhos choram e a natureza! - para me aquecer, esquenta todo o meu ser:

 

Quero você.

 

Onde está você? – Dentro da minha ilusão de amante apaixonado sem lhe ver?...

Quem é você amada minha? – Que os Rouxinóis cantam, os Sabiás entoam as sinfonias dos apaixonados em agonias, Sem os corpos ardentes, se entrelaçando nas volúpias dos desejos escondidos nas almas de nossos seres.

Secretos desejos da alma minha em busca da tua alma que chora as noites sem fim.

 

Seres carnais de desejos incontidos; sem ninho nem passarinho – Quero – Quero lhe ver.

Ver seus cabelos molhados, nas águas destas Cascatas, das matas verdejantes; entre as florestas e os montes, neste: Lindo anoitecer.

A madrugada chegou sua alma não desencantou; meu corpo quente lhe espera alma bela de prazer.

 

Nestas linhas mal traçadas, sentindo meus sentimentos sentidos, acordo da ilusão da noite, solidão companheira antiga;

Sem: corpo, alma e coração. Tu estás presente! – Minha alma ausente, deste corpo sedento de desejos e magias.

Nestas antigas madrugadas, sei que rolas na cama, seus lençóis no chão, neste seu ninho vazio, seu corpo estremece de medo da solidão.

 

Estou aqui alma minha! – A esperar seus desejos, seus beijos, seu êxtase de pura sedução.

Vem! – O tempo é curto – esta linha é fina e pode se romper.

Rompa dentro de mim. Este rompante de ternura, este rompante - rompendo às amarras das tristezas, das incertezas; E vivamos por um dia; todo o nosso amor e fantasia, desta eterna paixão de nossos sentimentos sentidos.

 

Ainda encontro você!

 

 

Autor: Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9月2日

Tua Presença

 

 

 

 

 

                                                   TUA PRESENÇA

 

                                                                                                        Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

Nos arredores de uma rua qualquer, em um lugar, numa cidade qualquer, num Estado qualquer, num país, tua presença está primeiro.

Num paraíso em flores, nas matas, cascatas e as cachoeiras tu chegas primeiro.

Nos mares e oceanos, no calor escaldante tu és a primeira.

 

Nos sorrisos dos destinos, nos labirintos das paixões, nos sorrisos desatinos, tua volúpia é a primeira.

Neste passado descompassado, sem compasso, métrica ou rimas, a rima é você.

Neste sonho do sonhado, que busca os Beija-Flores, o perfume é você.

 

 

Nos passadiços sem pontes, alongamento dos amantes, amante é você.

Nos sertões e nas flores verdejantes a viajante é você.

Você vibra amada amante, no regaço dos meus traços, triturando o meu ser.

 

Doce mulher encantada, deste simples trovador, teus desejos são os meus;

Os meus, serão os teus.

Só quero você.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

 

 

 

8月23日

Mas atenda meu coração

                                     PROSEIRO SERTANEJO

 

                                MAS ATENDA MEU CORAÇÃO

 

 

                                                                                                   Ricardo Gerdiel

 

 

 

Ele disse sentir falta de sua alma. Não entendi.

Sentir! – Sim! – Como sentir.

A pulsação acelerada do ser em comoção.

Que comoção? – Sentimentos prateados! – Aveludados!

Perfumados! – Como? – Se exala perfume na pulsação da alma? – Não sei! – Apenas sentir.

 

Mais onde esta esta alma? – Não vi! – Quem é?  Para perguntar e responder.

Seu EU. – Sim! – Este Eu sofrido amando o infinito sem encontrar você.

Que besteira! – Eu falar comigo! – Só ouço o silencio da noite e a brisa fresca penetrando pela janela aberta a espera de você.

 

Ah! – Que tolice Eu sentir a presença da ausência de um ser que não existe.

A solidão traz delírios – acordem seus sentimentos sem delírios e sinta você! –

Como pode ser isto amor da alma a vir sem forma e sentido? - A loucura é louca. Mas os loucos das loucuras buscam encontrar a noite nos Delírios Delirando os açoites dos desejos vindo do coração.

 

È apenas um músculo que bate ao nascer do dia - ao entardecer – e a noite sorrateira em silencio ele pulsa – pulsando em inspiração. Que noite estranha! – Sinto a presença de uma silhueta de Mulher. Posso até descrever. Como? –

Cabelos negros iguais aos da Cabocla Jurema. Seu corpo torneado pela mão do destino mais bela que as deusas de Odin.

Olhos grandes brilhantes -  perola negras nas noites sem às estrelas.

 

Esta mulher completa? – Sim! É tua. Dada pelo destino os homens que cruzam a fronteira da realidade objetiva e invadem a Ilusão presente.

Nem sonho – nem pesadelo? – Uma simples ilusão abstrata do mundo abstrato? – Não é assim! – A forma existe. A alma tem existência própria – seu coração pulsa – tua alma clama. E ela? – Espera você.

Onde está noite de loucuras estão me levando? - Sinta os perfumes das flores – e numa parada qualquer – de uma estação qualquer – Numa rua qualquer – Encontrarás o teu desejo de satisfação.

 

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel – Dezembro de 2007

 

8月14日

A CONCHA E A MARÉ

                      A CONCHA E A MARÉ

 

As, ondas, dos mares revoltos trouxeram, aos meus pés, uma CONCHA.

 

Numa linda tarde ensolarada.

 

 A brisa do mar, esvoaçava os meus cabelos. Nada de diferente se apresentava.

 

Só aquela concha colorida em forma de rodamoinho esculpida pela natureza do Eterno. Imaginei como as pessoas se transformam em CONCHAS, deixando-se mostrar a beleza exterior, e oculta em seu interior todo o seu esplendor.

 

Abaixei-me lentamente, e suavemente, coloquei a CONCHA  em minhas mãos.

 

Observando o seu formado, suas linhas bem desenhadas pelo tempo e temperadas pelo sal  e as águas, notei vestígios de uma mulher. Sem nome. Sem passado!? -  Talvez! Ou talvez de tantos encantos e desencantos, resolverá nunca mais sofrer. De amor? Sim! -  Mas continua amando nesta solidão como esta CONCHA, pois os sons eu pude ouvir.

 

Coloquei a CONCHA ao ouvido e de dentro dela saía, a melodia das deusas adormecidas, neste sono de prazer.

 

Ouvia de dentro desta CONCHA as sinfonias das ondas destas marés, que baixava e subia de tom e harmonia trazendo o UNIVERSO até aqui.

 

Quantas CONCHAS estão espalhadas em forma de mulheres não amadas, nas marés das seduções e dos prazeres, tornando-se prisioneiras, como a CONCHA à espera de uma forte onda, onde jogues de encontro a mim.

 

Autor - Ricardo Gerdiel

 

7月26日

SONHO PERDIDO

                                                   RG EDITORIAL

 

 

 

                                                                                               Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

                                                           SONHO PERDIDO

 

 

 

Perdido está neste labirinto de amar. Que amor? Teu amor.

Amar é amor? Sim! – amando estou.

Mesmo em labirinto, entrelaçado do amor indo e vindo.

Quem és amante do amor do indo e vindo, estando presente e ausente na correnteza do labirinto, sem água, ondas e marolas?

 

Sou seu cavalheiro encantado pelo vento que chora noite e dia sem demora em busca de te achar.

 

Achar o amor labirinto? Ou o labirinto do amor escondido indo e vindo?

No labirinto do indo e vindo, se esconde você. Mais quem é você a se esconder neste labirinto dos ventos, paixões e desejos dos corações ardentes pedindo beijos, abraços e anseios?

 

Esta pergunta te, fiz, ao perdido labirinto de amar, escondido, não escondendo o amor, desejo, anseio, paixão e volúpia quando iniciei este dialogo com o vento vindo do labirinto, trazendo o seu perfume. Perfume mulher ardente que transcende o vento, o labirinto invade meu ser  sem saber quem é você.

 

Não! Não é sonho, pois estou acordado dentro do labirinto da mente ouvindo seus passos, seus suspiros e seus cansaços vindo de encontro a mim.

Não se apresse te espero a tanto tempo, que o tempo é um simples Dueto do vento e mim. Sim! Mim. Como nas matas verdejantes, cachoeiras e os montes, com os perfumes de Rosas e Jasmins.

 

Tu és uma Fada, no Fado das amadas suas canções sou eu.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

 

 

 

 

 

 

 

 

7月25日

MOENDA DO AMOR

                                            MOENDA DO AMOR

 

 

Nestes anos sofridos, moendeiro e moendo desce o liquido da vida em espuma e adocicado.

Dentro desta roldana afiada, que o tempo não para – estraçalha; a Moenda da vida não para triturando as rugas que o tempo marcou.

Não há freio na Moenda, chave ou chave ta – ela gira sem cessar os sofridos anos sem amor e pesar.

Este amor essência pura – moendeiro e moedeira; triturados pela Moenda, espaço estreito - mas o liquido passou.

Já não existe corpo ou mente; somente o encanto do amor.

Este magma do fogo apaixonado por onde a Moenda triturou.

Sinto o perfume desta essência – sinto a suavidade em meu ser; o espaço é curto e a distancia se dissipou.

O amor! – sublime amor – onde o tempo não apaga e é incolor.

Deste liquido mondado – desejado e abafado; no gemido do prazer só penso em você.

Grandes Engenhos no mundo há triturar ás rugas, a pele ressecada pelo tempo, às vezes em amarguras.

Vou me banhar neste teu liquido de essência pura. Respirar, em tuas entranhas sentindo você – toda pura.

 

Escreveu: Ricardo Gerdiel

 

 

7月20日

O HOMEM QUE NUNCA EXISTIU

                                   O HOMEM QUE NUNCA EXISTIU

 

 

 

 

Caminhando pela vida de passos em passos, notei que só existiam as marcas do tempo por mim atravessado. Os anos se foram – os sonhos também. Só as lembranças marcadas, emolduradas pela minha mente. Mas minha mente não tem como registro nos anais da história humana quem foi, quem é ou quem será. Nas multidões incontáveis do existir-humanidade, fora como se fosse um grão, nas areias dos mares e oceanos da vida. Como encontrar este grão de areia especifica sendo o Eu?

No universo da massa humana sou mais um entre uns, milhares ou milhões de uns.

 

Notei que na proporção que iria avançando no tempo, o desaparecimento de menos um entre uns, não era percebido e nem notadas. O um que notava tudo e a todos era eu mesmo. Mas que era eu mesmo? – Um monte de carnes, nervos, músculos trepados num esqueleto de ossos? – Ou um pensamento – uma idéia da forma desta figura abstrata andando pela vida? – Uma ilusão, ilusionária, que existia sem ser visto, notado ou percebido?  - Neste desterro o vento assoprava, meu corpo sentia, meus olhos reluziam, as luzes das estrelas do noturno da noite, que não me assombrava e nem temia, pois não existia. Eram pensamentos das sombras das idéias da mente infinda que percorria o trajeto dos anos do vazio.

 

Não me achavam - não me encontravam, eu passava e ninguém via.

Ouvia os sussurros dos sons dos lábios que gemiam, não eram urros e nem palavras, grunhidos talvez se fizesse consente.

Altos prédios e milhões de casas – casebres e palafitas, visões diurna e noturna eu via.

Via os ninhos das aves nas:  árvores – postes – troncos e portais. Rochedos, montanhas; penhascos – grutas de pedras – madeiras.

Animais rastejantes – de quatro patas – herbívoros – terrestres – aquáticos – anfíbios – répteis; dragões dos sonhos das fadas, eu gritava e nada me ouvia.

 

Percebi que passaram repelente de não humanos em mim. Já existia este repelente.

Aconteciam várias vezes com os mendigos das calçadas, os catadores de lixos das ruas, e os catadores de lixo dos lixões dos Depósitos Públicos, Federais, Estaduais e Municipais. Os humanos tinham que chegar primeiro, antes dos Urubus, dos abutres – dos cachorros que comem carniças, das bactérias, dos fungos, das amebas, das giárdias, da febre amarela, do amarelão, dos mosquitos da Dengue, nas águas estagnadas e fétidas, nestes bolsões de alimentos.

 

Quando saiam destes lixões os humanos tinham adquirido o Repelente Humano para os Humanos.

Eu ainda não sei por que nos chamam de Humanos. O que é Humano?

O que é Humano Racional Inteligente? – O que é Animal Racional? – O Humano é Racional e Inteligente?

E o que é IRRACIONAL? – Não pensa! – Ou acham que não pensam?

O que é a Lógica Racional?

Uma estrela mental de um lunático racional, sendo a irracionalidade do existir, contemplando: a  Vaga - Lume na escuridão da noite sem ser visto e notado, nem ao menos pisado; eu não era o eu – eu estava no eu – sendo o eu do meu próprio EU.

De um espaço todo iluminado -  percebia ouvir música, danças milhares e milhares dos chamados humanos riam brincavam, namoravam se contorciam, gritavam, bebiam como se houvera um mundo dentro de um outro mundo – fora do mundo onde meu Eu estava a viver.

Não percebido e nem vivido, continuei a viver no mundo dos mundinhos até o amanhecer.

Deste amanhecer amanhecendo, sentindo e ouvindo os sons e vendo a luz do Sol, sem eira, nem beira e muito menos destino. Só indo, em direção ao nada, em busca de nada, chegando ao lugar nenhum.

 

Ricardo Gerdiel – 06/07/2008.