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11月5日 BONECA DE PANO57
RG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
PROSEIRO SERTANEJO
BONECA DE PANO
Há muito venho escrevendo às histórias de Zé do Bode e Zé Tripeiro. Amigos de infância, da época das bolas de godês feitas de vidros para disputar quem ganhava mais bolas. Do Pião feito de Madeira com um prego na ponta para ver quem fazia girar por mais tempo. Do tempo das amarelinhas com as garotas das Vilas, pulando um quadrinho, salteando o outro. Eram tempos que como crianças viviam os das brincadeiras infantis. Sem contar com vários outros tipos de brincadeiras vivida nas inocências de ser apenas crianças.
Na adolescência brincávamos de paquerar no Jardim Público, todos nos uniformizados vindos dos Colégios e trocávamos balas, doces e sorvetes e uma alegria contagiante de sermos apenas adolescentes.
Mais tarde após a adolescência víamos cheios de espinhas nossos rostos sinalizando que quase adultos estávamos. As barbas ralas começaram a aparecer e as meninas a colocarem um tal de Ruge e Batom.
Tínhamos as festas das Debutantes – Dos Príncipes e toda uma alegria dos pais Participando.
Tudo isto fora às festas Juninas, Carrossel nos Parques e tantas Guloseimas e a felicidade era geral.
O tempo passou. O mundo Acabou. E o Inferno tornou-se realidade das Crianças de Rua, sem lar, sem escola, sem teto, sem comida, sem roupas sem brincadeiras sem serem crianças mais Mulas do Trafico das drogas. Mulas das prostituições Infantis. Não sabem o sentido de serem crianças, adolescentes e muitas menos, adultas. Pois morrem Prematuramente.
Nas Favelas que são milhares estas crianças conhecem o ódio dos traficantes, a violência dos Bandidos uma Simbiose de Marginais com Policiais.Conhecem o Pavor, o Torpor, o Terror os enganos e desencantos.
Nas Marquises cheias de crianças se sustentando dos lixos, das lixeiras dos restaurantes jogados nas ruas. O lodo, a desesperança, a descrença e muita menos a Fé. Mesmo porquê a Fé baseada em quê?
Nos últimos vinte cinco anos, a infância, a adolescência e todo o adulto jovem tornou-se presa da Miséria e dos monstros chamados: Drogas, Prostituição Infantil,
Hoje não existem mais as Cirandas e Cirandinhas, Cabra – Cega, Atirei o Pau no Gato To - To...., E Muita Menos Infância e Juventude.
Mais este preâmbulo é justamente para ouvir meus coleguinhas de Infância e Juventude que assim como eu, o Proseiro Sertanejo éramos crianças e sabíamos ser crianças.
Zé do Bode o que mudou? - Proseiro! – Nós não tínhamos a maldade que hoje impera na Sociedade desumana, perniciosa e cruel. As Crianças de hoje, vão as escolas buscar o que comer. As famosas merendas escolares, doadas pelos governos, e pagas por nós Contribuintes, que os orçamentos destinados ficam 80% nas mãos dos inescrupulosos que governam a Nação, sejam, no Executivo: Governos Federais, Estaduais e Municipais.
As Crianças e Jovens Adolescentes aprendem nas escolas como se defenderem, dos roubos, dos estupros, dos seqüestros relâmpagos, dos viciados e escaparem de serem soldados dos Tráficos. Tráficos: de drogas, de Armas, de serem escudos vivos, das quadrilhas das Prostituições Infantis, não conseguem estudar, pois a qualquer momento as salas podem receber tiros de Fuzis, o Comando do Crime é que determina se as escolas e os Comércios vão Abrir, ou Fechar.
Quando foram Construir Brasília < O CAPITAL > foi recrutado os que passaram a serem chamados de CANDANGOS. Estes Candangos nome pejorativo vieram todos do Norte e Nordeste do Brasil. Começou a se estabelecer o Êxodo Rural. As promessas Mirabolantes de uma vida de Moradias Próprias, terras Próprias, tudo em vão. Logo após a Construção se formaram Grandes favelas que não constava no Plano Piloto do Grande Arquiteto Oscar. Simplesmente Oscar. Mas as favelas proliferaram onde o que chamaram a Capital mais Moderna do Mundo em Arquitetura esqueceram de pontilhar a Península Brasiliense dos Favelados, pois não tinham meios para voltar às suas terras de origens e muito menos trabalho na Fabulosa Capital.
Se nós presenciamos o esquartejamento na Construção de Brasília, imaginem nas Grandes metrópoles tais como o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, e outras, com suas Obras de Pontes, Metrôs, Elevados, Rodovias, Rodo Anel, Pré-Metrô, Metrô de Superfície, Transamazônica, Ferrovia do Sarney, e tantas obras faraônicas que deixaram milhões, sem terras, sem casas, sem trabalho, e restaram os morros onde nasceram + de Oitocentas Favelas, onde o Formigueiro Humano é onde habitam.
As crianças de hoje, os adolescentes, e os jovens adultos, não sabem o que é INOCENCIA. Conhecem a fundo, os meios para sobreviver, nos Lixões das Grandes Cidades, Catadores de papeis e Papelão, e todo o tipo de lixo para serem reciclados, os o Estudo Amparado pela nossa Constituição recente de 1988, não é respeitado. É deflorado pelas Autoridades que fazem as leis e as burlam.
ZÉ Tripeiro! – Não Falas nada?
- Ouvi atentamente um pedacinho da nossa História recente. Ontem li em um destes Jornais, que doze mil crianças no Rio de Janeiro foram impedidas de irem as escolas por falta de Segurança. Pois o Poder Paralelo dos Bandidos assim determinou. Li Também há uns quatro ou cinco dias atrás, que o Concurso de Coletor de Lixos das Ruas, foram inscritos centenas de dezenas e que 80% dos inscritos tinham Nível Superior, e 20+ Nível de Segundo Grau Completo. Das duas uma é a Verdadeira. Ou o Nível dos Empregos e suas Seleções estão ficando aprimorados. Ou Falta Emprego nas áreas de quem tem Curso Superior. O que seria uma desgraça pior que a própria desgraça.
Visto que a disputa para trabalhar é salvem-se quem puder.
O que mais indignado fico é quando vejo e ouço pelos meios de Comunicações deste País, as Noticias de um País Que quer ter uma Cadeira Cativa no Conselho de Segurança da ONU. Se ao menos os Governantes deste País conseguissem dar o Mínimo de Segurança Interna em Cada Estado da nossa Federação, já seria um Prêmio para toda a Sociedade Brasileira.
Segundo Pesquisas dos Tradicionais Órgãos que se dedicam as pesquisas neste Brasil, hoje o efetivo de Segurança Particular, junto com as Guardas Metropolitana de cada Município, somam mais que todo o Efetivo das Forças Armadas: Marinha, Exercito e Aeronáutica, incluindo o Efetivo da Policia Militar, e a Policia Judiciária ( a Civil ).
Tudo isto sem contar com as Milícias formadas de Policiais Bandidos unidos aos Bandidos. Entretanto esta segunda parte onde também estão Munidos até os dentes como se diz em minha terra os Guerreiros dos Tráficos: Drogas, Prostituições, Armas, Evasão de Divisas, Formação de Quadrilhas amparadas pelos Políticos Corruptos e Venais e o Judiciário Supremo Judiciário que tudo acoberta.
Nossas crianças já não sabem mais fazer Bonecas de Pano. Só Resta a lembrança dos Pais e Avós. Do Tempo de Criança. E este tempo nós éramos Crianças, vivíamos como crianças e riamos como crianças.
Escreveu: Ricardo Gerdiel Guimarães Graça < O Proseiro Sertanejo > Em 05/11/2009
11月1日 ESPELHORG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
PROSEIRO SERTANEJO
ESPELHO
Reflexo refletindo o Eu desconhecido do reflexo em imagem refletida. Sou Eu? – Ou tu? – Ou ele? – Ou quem sabe Nós? – Todos nos Eu. Imagem do exterior encobrindo o interior, que chora, agoniza e grita: Amo – sente – desejo – anseio e minto.
Mas o reflexo do Espelho é meu cúmplice; nesta cumplicidade do meu Eu indo e vindo.
Solidão espelhada, nas angustias das madrugadas; o Espelho a mentir a tua falta em mim. Nesta fria solidão tu espelhas o sorrisso da espera da ilusão que nunca chega a sorrir. Nesta existência, refletindo teus longos cabelos negros, refletem teus lábios em mim. Espelho das Magias e Encantos, das Fabulas das Varinhas e Estrelinhas.
Neste Desencanto dos Encantos, reflete o meu canto a espera e a ouvir. Imagem de um ser, refletida sem saber; existindo no reflexo do meu ser. Imagem da imaginação; teus seios sensuais esquentam minhas faces neste doce prazer.
Neste Espelho das Magias, meu olhar se preenche, meus lábios ficam quentes.Meu corpo estremece, gemendo nos sentimentos, ouvindo seus sussurros Espelhados, nas bordas da moldura deste Espelho emoldurado. Neste frenesi do Espelho e sua Magia, adentro o reflexo do vidro embaçado, pelo ar quente de nossos lábios e só resta o ESPELHO ENCANTADO.
Escreveu: Ricardo Gerdiel < 01/11/2009
8月6日 LADAINHA DAS CORRUPÇÕES RG EDITORIAL
PROSEIRO SERTANEJO
LADAINHA DAS CORRUPÇÕES;
Os
8月1日 MAS ATENDA MEU CORAÇÃOPROSEIRO SERTANEJO
MAS ATENDA MEU CORAÇÃO
Ricardo Gerdiel
Ele disse sentir falta de sua alma. Não entendi. Sentir! – Sim! – Como sentir. A pulsação acelerada do ser em comoção. Que comoção? – Sentimentos prateados! – Aveludados! Perfumados! – Como? – Se exala perfume na pulsação da alma? – Não sei! – Apenas sentir.
Mais onde pode estar esta alma? – Não vi! – Quem é? Para perguntar e responder. Seu EU. – Sim! – Este Eu sofrido amando o infinito sem encontrar você. Que besteira! – Eu falar comigo! – Só ouço o silencio da noite e a brisa fresca penetrando pela janela aberta a espera de você.
Ah! – Que tolice Eu sentir a presença da ausência de um ser que não existe. A solidão traz delírios – acordem seus sentimentos sem delírios e sinta você! – Como pode ser isto amor da alma a vir sem forma e sentido? - A loucura é louca. Mas os loucos das loucuras buscam encontrar a noite nos Delírios Delirando os açoites dos desejos vindo do coração.
È apenas um músculo que bate ao nascer do dia - ao entardecer – e a noite sorrateira em silencio ele pulsa – pulsando em inspiração. Que noite estranha! – Sinto a presença de uma silhueta de Mulher. Posso até descrever. Como? – Cabelos negros iguais aos da Cabocla Jurema. Seu corpo torneado pela mão do destino mais bela que as deusas de Odin. Olhos grandes brilhantes - perola negras nas noites sem às estrelas.
Esta mulher completa? – Sim! É tua. Dada pelo destino os homens que cruzam a fronteira da realidade objetiva e invadem a Ilusão presente. Nem sonho – nem pesadelo? – Uma simples ilusão abstrata do mundo abstrato? – Não é assim! – A forma existe. A alma tem existência própria – seu coração pulsa – tua alma clama. E ela? – Espera você. Onde está noite de loucuras estão me levando? - Sinta os perfumes das flores – e numa parada qualquer – de uma estação qualquer – Numa rua qualquer – Encontrarás o teu desejo de satisfação.
Escreveu: Ricardo Gerdiel – Dezembro de 2007
6月7日 O HOMEM SKATERG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
PROSEIRO SERTANEJO
< O COTIDIANO >
O HOMEM SKATE
Nas ruas comuns visualizamos, às vezes, pois a pressa não nos deixa enxergar nem a própria luz solar, banhando e transmitindo seus raios sobre nossas cabeças. E com este estado de estarmos indo ou vindo, passa despercebido fatos reais do nosso cotidiano que se olhássemos nos tornaríamos melhores seres humanos, mesmo que na Antropologia não exista esta Classificação dentro dos Três Reinos. O Homem Skate - vive em cima de um Skate. Ele é um punhado pequeno de carne com cabeça, uma mão pequena sem o braço grudado ao pescoço, e a outra mão com um cotoco de braço empurrando o Skate pelas calçadas, ora estendendo a mão para receber algumas moedas das pessoas que por ali passam. Contudo a Natureza o fez com Mente, com esta ferramenta extraordinária Oriunda dos Animais Racionais ele pensa e sobrevive. Mesmo sabendo que sua vida será sempre este estado de existência. Não há esperança e nem conserto para os membros que faltam, e, nem tão pouco os milagres das Igrejas. O Maior milagre é ele existir e sobreviver nesta simbiose de mente, pedaços de carnes e ossos atrelados ao Skate. Não murmura! – Mesmo porque de nada adiantaria. Mas a força e o poder desta carne pensante é tão grande que até os Ateus passam acreditar em Deus. Não precisam colocar nome ao Deus. Simplesmente todos os incrédulos da face da terra ao presenciar este quadro da vida em manifestação sobrevivendo, passaram acreditar que existe. Este ser que denominei Homem Skate não pergunta porque existe. Simplesmente ele sabe que existe, e, tem que continuar lutando pela soberania de sua existência. Vocês, nós, vós, eles que estão lendo esta História do Cotidiano, diante deste quadro, somos os deuses verdadeiros.Pois nos locomovemos, corremos, trabalhamos, amamos, rimos, brincamos, vemos, praticamos esportes, dançamos e prosseguimos nossas vidas sempre em busca de melhores qualidades além daquelas que já possuímos. Mas nós: nos queixamos lamuriamos, odiamos; ficamos tristes, magoados, deprimidos, ora achamos que a vida é péssima; horrível, muitos se suicidam, outros desejam morrer ou sumir da existência deste Eterno Milagre Doce da Vida. Lembrem-se: SOMOS PERFEITOS.
Escreveu: Ricardo Gerdiel. E-mail < ricardogerdiel@hotmail.com >
5月26日 MONOLOGO < EU SOU >MONOLOGO
RG EDITORIAL Ricardo Gerdiel
EU SOU
Eu! Quantas vezes nesta existência eu digo Eu? Não sei. Sei que o Eu Sou, esta presente nas palavras que digo EU. Mas verdadeiramente quem Eu Sou? Não sei. Ou talvez saiba que sei sem saber que Sou.
Sou! Eu sei que Sou Eu, que escrevo, falo, ando, penso, articulo e expresso: Eu Sou.
Mas verdadeiramente o que é: Eu Sou? Um a afirmação do existir? Qual existência dizendo Eu existo? Neste paradoxo do Eu Sou busco quem Sou. Eu! Sei que Sou. Pois sinto que Sou no Mundo dos Sós...
Mais que outros mundos poderiam Eu dizer Sou? Ou estes mundos Sou Eu no Universo dos pensamentos que me dirigi Eu Sou, afirmando que Sou. O que sou; sei biologicamente, Eu Sou no Mundo das Formas, esta forma de carne, músculos, ossos, peles e pensamentos. Ou os pensamentos são o verdadeiro Eu Sou? Poderia ser a idéia do Eu Sou, sendo Eu o Universo em Micro manifestação, das junções das formas químicas e elétricas? Talvez Eu seja o Eu Sou.
Na individualidade do Ser, me encontro sendo Eu, no contexto Sou. Ou simplesmente sinto que Eu Sou, nas idéias e pensamentos emitidos pelas ondas celebrais do meu Eu Sou?
O que Sou afinal, dentro do Eu quando sinto ser o Sou Eu, verbalizando a minha própria existência. Existência do Eu Sou, e nada mais? Ou o mais está incluso no tudo do Eu Sou? E o que é o tudo? A forma do Eu Sou? Ou o conteúdo do Eu Sou? A certeza do Eu Sou é imperativa dentro do meu ser EU.
Sou a causa e o efeito do Eu ou o Eu é a causa da manifestação do Eu Sou? Sou o Imperativo do Pretérito Perfeito no espelho do vácuo do tempo e espaço? Ou o tempo e o espaço estão dentro do meu Eu Sou? Existo! Por isto Eu Sou.
Escreveu: Ricardo Gerdiel, 26/05/2009
4月19日 A BUSCARG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
PROSEIRO SERTANEJO
A BUSCA
Vários viajantes nômades, se encontraram em pleno deserto do Saara – após estenderem as suas tendas, descobriram que eram todos de lugares diferentes e a linguagem também. Começaram a se comunicarem com gestos e estes gestos fora a forma de entenderem um pouco o que queriam e o que desejavam. Todos em gestos concluíram que estavam viajando em busca da visão do Deus Criador do Universo. Entretanto todos tinham suas convicções de como achá-lo e cada convicção de uma maneira diferente.
Mas seus propósitos eram os mesmos. Ver com os próprios olhos Deus. A noite chegara e com ela a lua e as estrelas brilhando no Espaço Sideral. A sensação deles era que a distância parecia tão perto que poderiam tocá-las com as mãos. A irradiação do brilho desta luzes fazia com que a noite tornar-se um Palácio do composto de Perolas Negras tão minúsculas que seu ajuntamento umas as outras se transforma no Teto Palaciano, onde no Pendulo se pendurava a LUA cheia de luzes refletida pelo sol.
O deserto começava a esfriar ao tempo que as horas passavam, mas os luminares continuava a brilhar intensamente, todos do lado de fora de suas tendas admiravam aquele espetáculo da natureza e em silêncio pensavam como toda aquela beleza estava ali como que se fora colocado e quem colocou continuava a segurar este Palácio sem deixar cair uma só Estrela, uma só Perola Negra e nem a Lua. Que força extraordinária mantinha o próprio Espaço Cósmico retratando o Universo com sua grandeza viva e atuante, entre os extremos da existência?... Um dentre os Nômades acampado revelou em gestos reverenciando o pulsar da vida nas estrelas, na lua nas trevas condensadas pelas energias que ali mantinha o funcionamento da beleza estampada no vazio do Espaço Sideral, preenchidos de tudo vindo do nada inexistente, como se o nada estivesse no tudo e o tudo no nada.
Neste gesto reverencial todos os nômades presentes olharam entre si, e, entenderam a magnitude de Deus Criador, pois só a visão já proporcionada mostrara quem era Deus. Compreenderam que Deus Criador esta em tudo e em todos, e a sua presença é a própria existência de todas as coisas, animadas e inanimadas. Sua energia é o resultado do Próprio Existir.
Escreveu: Ricardo Gerdiel – 19 de Abril de 2009
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4月11日 FOLHAS QUE CAEM
RG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
PROSEIRO SERTANEJO
FOLHAS QUE CAEM
Nestas folhagens Outonais, cristais em gotículas brilhantes como a luz do sol, sorriem espalhadas pelo torrão úmido e escuro, encobrindo as milhas de vidas em sementinhas, nascedouro das folhagens Primaveris, se antepondo ao Inverno, branco e gelado – as matas e florestas em silêncio numa hibernação a esta friagem cálida e bela – espera seu verde retornar.
Os pássaros cantam, na abobada celeste, nas nuvens que passam, nas finas chuvas que caem, nom orvalho das madrugadas, no amanhecer de um novo dia. O Colibri, o Rouxinol, a Sábia, o Trinca-Ferro, o Canário da Terra, o Avinhado, a Andorinha e todas as famílias de penas e cantos se entrelaçam nas arvores e arbustos ninhada de uma nova geração.
A vida retumbante, nestas Serras - Matas - Florestas - entre Rios e Cascatas – Cachoeiras e Ribeirinhas é a vida que não para de cessar. Neste Renascimento de Cristo Jesus, onde não ficou na Cruz, pois o Verbo se fez Carne, e sofreu as dores do Mundo, pela humanidade incrédula que estavam diante do Deus Vivo. O Deus de toda a Criação.
Em todos pos corações, de todos os seres vivos; habitantes deste planeta terra, seus sons, são as sinfonias de Jesus Cristo, dizendo: - Estou aqui. A minha Ressurreição é a Ressurreição da humanidade perdida nas ilusões do próprio existir.
Escreveu: Ricardo Gerdiel – em 11 de Abril de 2009 4月9日 SILÊNCIOPENSAMENTOS
SILÊNCIO
Queria ouvir o nada se apresentar repleto do tudo.
Queria sentir os rabiscos destas expressões: - O Querer! – querendo – sentindo – amando – gritando – sorrindo – gargalhando – contestando – com letras , palavras – sussurros; ao meu bem querer.
Ouço o silêncio - sem letras – sem palavras – sem sorrisos – sem gargalhadas – sem sussurros.
Só Silêncio.
Silêncio que magoa, maltrata, angústia, entristece, envelhece, adoece e consigo traz sua eterna companheira, a Solidão.
A solidão do silêncio no vazio da existência – sem som. O Mudo ouvido não ouve! – Sente!
– A presença do silêncio.
O silêncio em seus lábios não se mexerem. O não falado é a riqueza em frente ao silêncio. Este silêncio mortal. Sepultura dos Zumbis passando pela vida sem ser amado.
Silêncio dos corpos entrelaçados pela paixão e desejos dos seres apaixonados. Silêncio do gozo estremecido entre quatro paredes de barro – madeira ou palha – onde o fogo acende não queima a gente – mais explode nossos corpos ardentes de gozos e orgasmos.
Este silêncio – surdo-mudo é o meu mundo esperando você.
Escreveu: Ricardo Gerdiel 1月27日 NO FUNDO DO MARRG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
DO FUNDO DO MAR
A carência fornece a forma humana esculpida pelo tempo espelha pelas ondas dos mares do existir Mares revoltos; e calmos também. Turbilhões de espumas rolam em minha imaginação de menino, sem rio, nas costas dos mares em evolução.
Nestas ondas teus cabelos são tão negros como as penas de uma Graúna. Tão oleosos que as ondas e o sal não desfazem o brilho – nem tampouco a sua leveza. São macios como as pétalas das rosas que já acariciei. Sentindo a suavidade dos fios longos – e perfumados como os jardins das matas verdejantes.
Nesta visão completa de sua silhueta no fundo do mar, eu mergulhei. Fundo! – Muito fundo; e a distancia parecia aumentar pois, sua silhueta da mulher encantada pelas águas, pareciam não ter fim. Entre os corais tua pele toda nua reluzia teu corpo lindo e pura.
Adentrastes nu abismo e aumentei minha velocidade – do nado nada percebia – mas tuas entranhas já podia contemplar. A Entrada de tua caverna estava bem próxima de mim, vi teu rosto ao virarem para trás para me ver segundo este teu ser que nem as águas podiam encobrir.
As bolhas flutuavam sobre nós, neste abraço e frenesi, devorava e tu a mim no fundo do mar eu pode sorrir.
Escreveu: Ricardo Gerdiel 1月24日 A NOITERG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
A NOITE
Diante desta escuridão sem estrelas, luar e luminares, o brilho dos pensamentos em você, clareiam, meu ser, o lugar e o espaço – espaçado sem as estrelas e o próprio luar. Que luz incandescente és tu, que em pensamentos vibra tua luz e me seduz? Que seduções sedosas, cheias de volúpias, vindo destes meus pensamentos em você?
Quem é você! – Deusa sedutora do meu espírito sem ter você. Um pensamento da silhueta dentro de minha imaginação, vendo teu corpo esculpido, aveludado, pelos contornos das tuas vestes transparentes, mostrando a cada instante, dentro desta mente louca, loucura a ter querer.
Quem é você! – Formosa mulher, que espero todas as noites, nas esquinas da vida, nos bares e restaurantes e nos bailes fascinantes das madrugadas frias em pleno verão. Que fogo sedutor e que torpor invadem meu ser em buscar do teu ser, sem saber quem é VOCÊ.
Como o Poeta da Noite, vago pelas marquises, ancoradouros, beira-mar – e vejo, percebo Uma Única Estrela do Mar.
Escreveu: Ricardo Gerdiel 1月18日 A ESPERA
A ESPERA DE MINHA ALMA ENCANTADA
Quando olho as nuvens passar, sinto a tua presença a me olhar. Este olhar doce e puro, do amor profundo, do teu coração tão belo ame encantar. Sinfonia dos pássaros, harmonia dos seres encontrados nos labirintos das noites, da estrela Dalva a brilhar.
Que poema? – Não! – São meus sussurros em busca de ti, nos orvalhos das madrugadas frias. Poema! – É a loucura do meu coração, chorando, gritando em busca de ti - amor de minha vida. Sem saber quem é você nem onde estás! - Branca nuvem de paixão, desejos e seduções.
Meu ser exclama entre as nuvens que passam – passageiras e cristalinas, úmidas e femininas – e o teu olhar dentro das nuvens a me esperar. Esperar o tempo que passa tão depressa e sem demora e as rugas a se espalharem. Oh! - Ventania ingrata, trás minha alma a me consolar.
Não levo jeito de poeta ou escritor - mas sinto o teu amor dentro do tempo com todo o seu calor. Este calor ardente de desejos e devaneios, onde os corpos estremecem no orgasmo de nós dois. Este êxtase dos amantes que esperam a cada instante o Fogo da Paixão explodir, diante do tempo – ingrato que não quer nos unir.
Espero-te amor meu! – Mesmo que as rugas do meu rosto transfigurem o meu corpo, mas o ser; o eterno ser estará sempre cheio de paixões e êxtase em te querer.
Escreveu: Ricardo Gerdiel 9月16日 ALMAS QUE VAGUEIAMALMAS QUE VAGUEIAM
Nas estradas do existir. Duas almas buscam o seu ninho de amor.
Elas estão seduzidas pelo destino que as traçou, como amantes e companheiras nesta terra cheia de encanto e dor. Dores por não estarem pertos, se amando, se acariciando, neste êxtase de desejos ardentes cujas, as armadilhas do tempo às distanciaram.
Longe tão longe.
Mais ouço os seus gemidos de ternura, saudades.
E, neste encontro tramado, de paixões carentes, nestes corpos ausentes, onde os pensamentos os ventos fortes levou. Sonhos e sonhos. Nesta Doce Ilusão terrena, em busca de te encontra, como um passe de Mágica, dentro de um espaço, sem luz.
Tu apareces com tua luz. E começa a brilhar. Este brilho, tão forte, marcado por uma foto.
Sim! Uma simples foto. Me, faz, mergulhar, nesta imaginação sedenta de paixão e começo a te amar.
Neste monitor transparente, coloco minha mão ardente e começo a acariciar. Este rosto de MUSA. Minha MUSA!
Sinto maciez de tuas faces, os seus lábios sedosos de desejos. Estes cabelos revoltos. Desenha uma deusa neste espaço do imaginário de minha mente enlouquecida por ti. Nesta magia sedenta: de amor paixão e desejos; Transformo-me no SER ALADO onde nenhum pássaro com seu voou consegue atingir.
Neste vou ALADO. DESTE, SER apaixonado. Não há, distância nem espaço; Que me impeçam de trazer você para mim.
Autor - Ricardo Gerdiel 9月14日 SENTIMENTOS SENTIDOS
SENTIMENTOS SENTIDOS
Ricardo Gerdiel
Quando o olhar clama – meus olhos choram e a natureza! - para me aquecer, esquenta todo o meu ser:
Quero você.
Onde está você? – Dentro da minha ilusão de amante apaixonado sem lhe ver?... Quem é você amada minha? – Que os Rouxinóis cantam, os Sabiás entoam as sinfonias dos apaixonados em agonias, Sem os corpos ardentes, se entrelaçando nas volúpias dos desejos escondidos nas almas de nossos seres. Secretos desejos da alma minha em busca da tua alma que chora as noites sem fim.
Seres carnais de desejos incontidos; sem ninho nem passarinho – Quero – Quero lhe ver. Ver seus cabelos molhados, nas águas destas Cascatas, das matas verdejantes; entre as florestas e os montes, neste: Lindo anoitecer. A madrugada chegou sua alma não desencantou; meu corpo quente lhe espera alma bela de prazer.
Nestas linhas mal traçadas, sentindo meus sentimentos sentidos, acordo da ilusão da noite, solidão companheira antiga; Sem: corpo, alma e coração. Tu estás presente! – Minha alma ausente, deste corpo sedento de desejos e magias. Nestas antigas madrugadas, sei que rolas na cama, seus lençóis no chão, neste seu ninho vazio, seu corpo estremece de medo da solidão.
Estou aqui alma minha! – A esperar seus desejos, seus beijos, seu êxtase de pura sedução. Vem! – O tempo é curto – esta linha é fina e pode se romper. Rompa dentro de mim. Este rompante de ternura, este rompante - rompendo às amarras das tristezas, das incertezas; E vivamos por um dia; todo o nosso amor e fantasia, desta eterna paixão de nossos sentimentos sentidos.
Ainda encontro você!
Autor: Ricardo Gerdiel
9月2日 Tua Presença
TUA PRESENÇA
Ricardo Gerdiel
Nos arredores de uma rua qualquer, em um lugar, numa cidade qualquer, num Estado qualquer, num país, tua presença está primeiro. Num paraíso em flores, nas matas, cascatas e as cachoeiras tu chegas primeiro. Nos mares e oceanos, no calor escaldante tu és a primeira.
Nos sorrisos dos destinos, nos labirintos das paixões, nos sorrisos desatinos, tua volúpia é a primeira. Neste passado descompassado, sem compasso, métrica ou rimas, a rima é você. Neste sonho do sonhado, que busca os Beija-Flores, o perfume é você.
Nos passadiços sem pontes, alongamento dos amantes, amante é você. Nos sertões e nas flores verdejantes a viajante é você. Você vibra amada amante, no regaço dos meus traços, triturando o meu ser.
Doce mulher encantada, deste simples trovador, teus desejos são os meus; Os meus, serão os teus. Só quero você.
Escreveu: Ricardo Gerdiel
8月23日 Mas atenda meu coraçãoPROSEIRO SERTANEJO
MAS ATENDA MEU CORAÇÃO
Ricardo Gerdiel
Ele disse sentir falta de sua alma. Não entendi. Sentir! – Sim! – Como sentir. A pulsação acelerada do ser em comoção. Que comoção? – Sentimentos prateados! – Aveludados! Perfumados! – Como? – Se exala perfume na pulsação da alma? – Não sei! – Apenas sentir.
Mais onde esta esta alma? – Não vi! – Quem é? Para perguntar e responder. Seu EU. – Sim! – Este Eu sofrido amando o infinito sem encontrar você. Que besteira! – Eu falar comigo! – Só ouço o silencio da noite e a brisa fresca penetrando pela janela aberta a espera de você.
Ah! – Que tolice Eu sentir a presença da ausência de um ser que não existe. A solidão traz delírios – acordem seus sentimentos sem delírios e sinta você! – Como pode ser isto amor da alma a vir sem forma e sentido? - A loucura é louca. Mas os loucos das loucuras buscam encontrar a noite nos Delírios Delirando os açoites dos desejos vindo do coração.
È apenas um músculo que bate ao nascer do dia - ao entardecer – e a noite sorrateira em silencio ele pulsa – pulsando em inspiração. Que noite estranha! – Sinto a presença de uma silhueta de Mulher. Posso até descrever. Como? – Cabelos negros iguais aos da Cabocla Jurema. Seu corpo torneado pela mão do destino mais bela que as deusas de Odin. Olhos grandes brilhantes - perola negras nas noites sem às estrelas.
Esta mulher completa? – Sim! É tua. Dada pelo destino os homens que cruzam a fronteira da realidade objetiva e invadem a Ilusão presente. Nem sonho – nem pesadelo? – Uma simples ilusão abstrata do mundo abstrato? – Não é assim! – A forma existe. A alma tem existência própria – seu coração pulsa – tua alma clama. E ela? – Espera você. Onde está noite de loucuras estão me levando? - Sinta os perfumes das flores – e numa parada qualquer – de uma estação qualquer – Numa rua qualquer – Encontrarás o teu desejo de satisfação.
Escreveu: Ricardo Gerdiel – Dezembro de 2007
8月14日 A CONCHA E A MARÉA CONCHA E A MARÉ
As, ondas, dos mares revoltos trouxeram, aos meus pés, uma CONCHA.
Numa linda tarde ensolarada.
A brisa do mar, esvoaçava os meus cabelos. Nada de diferente se apresentava.
Só aquela concha colorida em forma de rodamoinho esculpida pela natureza do Eterno. Imaginei como as pessoas se transformam em CONCHAS, deixando-se mostrar a beleza exterior, e oculta em seu interior todo o seu esplendor.
Abaixei-me lentamente, e suavemente, coloquei a CONCHA em minhas mãos.
Observando o seu formado, suas linhas bem desenhadas pelo tempo e temperadas pelo sal e as águas, notei vestígios de uma mulher. Sem nome. Sem passado!? - Talvez! Ou talvez de tantos encantos e desencantos, resolverá nunca mais sofrer. De amor? Sim! - Mas continua amando nesta solidão como esta CONCHA, pois os sons eu pude ouvir.
Coloquei a CONCHA ao ouvido e de dentro dela saía, a melodia das deusas adormecidas, neste sono de prazer.
Ouvia de dentro desta CONCHA as sinfonias das ondas destas marés, que baixava e subia de tom e harmonia trazendo o UNIVERSO até aqui.
Quantas CONCHAS estão espalhadas em forma de mulheres não amadas, nas marés das seduções e dos prazeres, tornando-se prisioneiras, como a CONCHA à espera de uma forte onda, onde jogues de encontro a mim.
Autor - Ricardo Gerdiel
7月26日 SONHO PERDIDORG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
SONHO PERDIDO
Perdido está neste labirinto de amar. Que amor? Teu amor. Amar é amor? Sim! – amando estou. Mesmo em labirinto, entrelaçado do amor indo e vindo. Quem és amante do amor do indo e vindo, estando presente e ausente na correnteza do labirinto, sem água, ondas e marolas?
Sou seu cavalheiro encantado pelo vento que chora noite e dia sem demora em busca de te achar.
Achar o amor labirinto? Ou o labirinto do amor escondido indo e vindo? No labirinto do indo e vindo, se esconde você. Mais quem é você a se esconder neste labirinto dos ventos, paixões e desejos dos corações ardentes pedindo beijos, abraços e anseios?
Esta pergunta te, fiz, ao perdido labirinto de amar, escondido, não escondendo o amor, desejo, anseio, paixão e volúpia quando iniciei este dialogo com o vento vindo do labirinto, trazendo o seu perfume. Perfume mulher ardente que transcende o vento, o labirinto invade meu ser sem saber quem é você.
Não! Não é sonho, pois estou acordado dentro do labirinto da mente ouvindo seus passos, seus suspiros e seus cansaços vindo de encontro a mim. Não se apresse te espero a tanto tempo, que o tempo é um simples Dueto do vento e mim. Sim! Mim. Como nas matas verdejantes, cachoeiras e os montes, com os perfumes de Rosas e Jasmins.
Tu és uma Fada, no Fado das amadas suas canções sou eu.
Escreveu: Ricardo Gerdiel
7月25日 MOENDA DO AMORMOENDA DO AMOR
Nestes anos sofridos, moendeiro e moendo desce o liquido da vida em espuma e adocicado. Dentro desta roldana afiada, que o tempo não para – estraçalha; a Moenda da vida não para triturando as rugas que o tempo marcou. Não há freio na Moenda, chave ou chave ta – ela gira sem cessar os sofridos anos sem amor e pesar. Este amor essência pura – moendeiro e moedeira; triturados pela Moenda, espaço estreito - mas o liquido passou. Já não existe corpo ou mente; somente o encanto do amor. Este magma do fogo apaixonado por onde a Moenda triturou. Sinto o perfume desta essência – sinto a suavidade em meu ser; o espaço é curto e a distancia se dissipou. O amor! – sublime amor – onde o tempo não apaga e é incolor. Deste liquido mondado – desejado e abafado; no gemido do prazer só penso em você. Grandes Engenhos no mundo há triturar ás rugas, a pele ressecada pelo tempo, às vezes em amarguras. Vou me banhar neste teu liquido de essência pura. Respirar, em tuas entranhas sentindo você – toda pura.
Escreveu: Ricardo Gerdiel
7月20日 O HOMEM QUE NUNCA EXISTIUO HOMEM QUE NUNCA EXISTIU
Caminhando pela vida de passos em passos, notei que só existiam as marcas do tempo por mim atravessado. Os anos se foram – os sonhos também. Só as lembranças marcadas, emolduradas pela minha mente. Mas minha mente não tem como registro nos anais da história humana quem foi, quem é ou quem será. Nas multidões incontáveis do existir-humanidade, fora como se fosse um grão, nas areias dos mares e oceanos da vida. Como encontrar este grão de areia especifica sendo o Eu? No universo da massa humana sou mais um entre uns, milhares ou milhões de uns.
Notei que na proporção que iria avançando no tempo, o desaparecimento de menos um entre uns, não era percebido e nem notadas. O um que notava tudo e a todos era eu mesmo. Mas que era eu mesmo? – Um monte de carnes, nervos, músculos trepados num esqueleto de ossos? – Ou um pensamento – uma idéia da forma desta figura abstrata andando pela vida? – Uma ilusão, ilusionária, que existia sem ser visto, notado ou percebido? - Neste desterro o vento assoprava, meu corpo sentia, meus olhos reluziam, as luzes das estrelas do noturno da noite, que não me assombrava e nem temia, pois não existia. Eram pensamentos das sombras das idéias da mente infinda que percorria o trajeto dos anos do vazio.
Não me achavam - não me encontravam, eu passava e ninguém via. Ouvia os sussurros dos sons dos lábios que gemiam, não eram urros e nem palavras, grunhidos talvez se fizesse consente. Altos prédios e milhões de casas – casebres e palafitas, visões diurna e noturna eu via. Via os ninhos das aves nas: árvores – postes – troncos e portais. Rochedos, montanhas; penhascos – grutas de pedras – madeiras. Animais rastejantes – de quatro patas – herbívoros – terrestres – aquáticos – anfíbios – répteis; dragões dos sonhos das fadas, eu gritava e nada me ouvia.
Percebi que passaram repelente de não humanos em mim. Já existia este repelente. Aconteciam várias vezes com os mendigos das calçadas, os catadores de lixos das ruas, e os catadores de lixo dos lixões dos Depósitos Públicos, Federais, Estaduais e Municipais. Os humanos tinham que chegar primeiro, antes dos Urubus, dos abutres – dos cachorros que comem carniças, das bactérias, dos fungos, das amebas, das giárdias, da febre amarela, do amarelão, dos mosquitos da Dengue, nas águas estagnadas e fétidas, nestes bolsões de alimentos.
Quando saiam destes lixões os humanos tinham adquirido o Repelente Humano para os Humanos. Eu ainda não sei por que nos chamam de Humanos. O que é Humano? O que é Humano Racional Inteligente? – O que é Animal Racional? – O Humano é Racional e Inteligente? E o que é IRRACIONAL? – Não pensa! – Ou acham que não pensam? O que é a Lógica Racional? Uma estrela mental de um lunático racional, sendo a irracionalidade do existir, contemplando: a Vaga - Lume na escuridão da noite sem ser visto e notado, nem ao menos pisado; eu não era o eu – eu estava no eu – sendo o eu do meu próprio EU. De um espaço todo iluminado - percebia ouvir música, danças milhares e milhares dos chamados humanos riam brincavam, namoravam se contorciam, gritavam, bebiam como se houvera um mundo dentro de um outro mundo – fora do mundo onde meu Eu estava a viver. Não percebido e nem vivido, continuei a viver no mundo dos mundinhos até o amanhecer. Deste amanhecer amanhecendo, sentindo e ouvindo os sons e vendo a luz do Sol, sem eira, nem beira e muito menos destino. Só indo, em direção ao nada, em busca de nada, chegando ao lugar nenhum.
Ricardo Gerdiel – 06/07/2008.
7月14日 PINCESPROSEIRO SERTANEJO
Ricardo Gerdiel
PINCES
Deslizando entre os fios finos de vários formatos e formas as Corredeiras das Fontes, formas as cascatas das Ilusões – no colorido colossal – do verde das Matas – das Esmeraldas – dos azuis das Turmalinas, geométricas pinceladas.
Do largo – fundo e profundo no Riacho Rochedo Dourado; A magia dos pinces nos elementos aprofunda; Gnomos- Silfos – Salamandras e Ondinas – os elementares retratados.
Natureza viva – as mãos dos artistas – escorrendo as cores das pratas envelhecidas. Rostos – meigos e grosseiros – contornam os pinces mágico – das linhas traçadas - Côncavas e Converteras – Curvas e paralelas – retilíneas e opacas.
Pálidas – rosadas – tristes – alegres e mortas; Percorrem os pinces – silhuetas – donzelas e escravas. Encravada nas cavernas – primitivo os pinces rolavam.
Esperanças e desterros, os pinces emolduravam. A Jeca e a Rainha – dos castelos Imperiais – das choupanas e dos martírios; Seus mártires eram pintados.
Na história do tempo criara. Figuras transpassadas. Fios de espada incandescentes; Os pinces falavam. Borrava as Monas – em linhas cruzadas. Anonáceas não faltavam,; Jardins – Florestas e Capivaras.
Sertões e suas secas. Pinturas reais e sofridas – os pinces e suas cores; Matizes do Arco Íris. Íris da jovem donzela – mito dos artistas – dos pinces e suas mãos; Encanto das eras passadas – presentes e a serem vistas. Dos olhos deste poeta, escorrem lágrimas pintadas.
Escreveu: Ricardo Gerdiel -
Visitem o Blog do Escritor: Ricardo Gerdiel. – Endereço < ricardogerdiel.blogspot.com > SILÊNCIOPENSAMENTOS
SILÊNCIO
Queria ouvir o nada se apresentar repleto do tudo.
Queria sentir os rabiscos destas expressões: - O Querer! – querendo – sentindo – amando – gritando – sorrindo – gargalhando – contestando – com letras , palavras – sussurros; ao meu bem querer.
Ouço o silêncio - sem letras – sem palavras – sem sorrisos – sem gargalhadas – sem sussurros.
Só Silêncio.
Silêncio que magoa, maltrata, angústia, entristece, envelhece, adoece e consigo traz sua eterna companheira, a Solidão.
A solidão do silêncio no vazio da existência – sem som. O Mudo ouvido não ouve! – Sente!
– A presença do silêncio.
O silêncio em seus lábios não se mexerem. O não falado é a riqueza em frente ao silêncio. Este silêncio mortal. Sepultura dos Zumbis passando pela vida sem ser amado.
Silêncio dos corpos entrelaçados pela paixão e desejos dos seres apaixonados. Silêncio do gozo estremecido entre quatro paredes de barro – madeira ou palha – onde o fogo acende não queima a gente – mais explode nossos corpos ardentes de gozos e orgasmos.
Este silêncio – surdo-mudo é o meu mundo esperando você.
Escreveu: Ricardo Gerdiel 7月13日 Na Raiz da SerraNA RAIZ DA SERRA
O vento assoprava, seus cabelos esvoaçava seu rosto brilhava, seus olhos falavam, seu corpo tremia e me seduzia, o sol reluzia, suas pernas torneadas, as matas cantavam, a linda badalada do Orfeu em agonia. Neste aprisco redentor, onde eu sou o senhor destas terras esquecidas.
Nestas raízes de paixão me torno o lampião, que alumia. Neste sertão brejeiro, vejo a vida em altaneiro, buscando a Serra e sua Raiz.
Doravante entristecido, sem amor e sem mugido, do teu corpo a me aquecer. Este frio lampejante me encolhe a cada instante nesta saudade arrepiante com medo de seguir. Este olhar gélido e distante, que um dia me fez sorrir.
Autor: Ricardo Gerdiel; ORVALHORG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
ORVALHO
Sentir, sentindo, seu sorriso indo sem saber como partir. Nesta madrugada fria, entre o orvalho e a noite escura:sua silhueta sumia, entre a distância em mim. Neste orvalho cálido e gélido, meu coração gemia, não entendia meu corpo, que tanto estremecia.
Seus cabelos negros ante, às trevas reluzia. Não! – Não era Luzia. Maria! – Sim. Esta Maria, Maria que tanto amor me daria se a distancia não lhe cobria. Helena de Tróia? – Não! – Helena dos dias, que tanto amei e partira. Estas gotículas de orvalhos seu rosto banhará em plena fantasia.
Fantasia dos poetas, trovadores e repentistas; simplesmente Maria. Maria Bonita, do Lampião sem lamparina, mas o fogo da Carabina, esquentara o orvalho, com o amor da paixão que lhe subia ao peito e se encravava no coração. Deste Sertanejo amante, das Maria e Helena dos sertões sombrios.
O orvalho desta madrugada fria não esfria, este fogo paixão que devora nossos corações de noite e de dia. Maria! – Passadeira, cozinheira, arrumadeira; artista em filosofias. Poetisa dos encantos, das magias, da sensualidade em pele e agonia; Lagrimas de Cristais, tão finas e reluzentes, cobre o rosto; e, pelos lábios pronuncia: - Lembranças do amor partido; partira sem sentido, em deixar a Maria. Recordações do doce amor da Maria e Helena sem Tróia.
Escreveu: Ricardo Gerdiel < Um carinho para Maria que também é Helena – sem Tróia; mas da Santa Teresa e o Bondinho.>
CHUVASRG EDITORIAL
Ricardo Gerdiel
CHUVAS DE VERÃO
Alagadiço, frio e úmido; pingos, grossos e finos; telhado sem telha. Coração aberto e ferido, chagas de um amor partido na esperança de encontrar. Chuvas caindo nesta madrugada fria,corpo quente em gemidos, destroçado por te
Querer.
Querendo teu corpo quente, teu coração ardente; teu rosto, teus olhos e o teu prazer.
Verão sem o sol escaldante, reluzente, dourado em ternura;quimera de uma ventura, Sentindo tua fulgura, tão bela sombria e triste.
Nestas águas corredeiras, dos pingos nas traineiras, nos telhados sem telhas; nos Devaneios e desatinos – obras do destino; estas chuvas me levam até você. Este verão em chuvas, salpicadas de esperanças; sem vendavais e ventanias, no silêncio Da paixão, tão quente que estremece nossos corações.
Nestes caminhos traçados, entrelaçados, deste poema esquecido; no túnel do tempo a Encontrar.
Poemas das chuvas que caem, corredeiras do amanhecer boreal; aurora em ter você. Neste telhado sem telha, talhado, telheiro de vinil. Seu novo amor sou EU.
Escreveu: Ricardo Gerdiel
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